Depois de um hiato que serviu para tomar fôlego e afiar ainda mais as lâminas, o Setembro Negro Festival retorna em 2025 com sua 16ª edição, prometendo três dias de imersão absoluta no subterrâneo. O novo palco, o Vip Station, na zona sul de São Paulo, será o templo onde o Metal extremo ecoará como um chamado ancestral.

Sexta-feira, 05 de setembro – O Ritual de Abertura

As portas do inferno se abrem ao entardecer, quando os primeiros acordes de Necrofilosophy preparam a plateia para a tormenta. Pouco depois, o Vermin Womb mergulha o ambiente em uma violência crua, que faz cada acorde soar como um soco no estômago. Do outro lado, o Thulcandra traz seu blackened death melódico, carregado de gelo europeu, criando a atmosfera perfeita para o peso ritualístico do Primordial, que transforma o espaço em um culto coletivo. A noite se encerra sob a aura quase mística do Agalloch, em uma apresentação que promete ser lembrada como um marco – a perfeita síntese de beleza sombria e desolação metálica.

Sábado, 06 de setembro – A Maratona do Caos

O segundo dia começa cedo, como uma longa peregrinação de aço e fúria. Necromantticu abre os trabalhos com energia bruta, seguido pelo podrão inescapável do Leprovore e a marcha fúnebre do Féretro, que arrasta a alma para valas profundas. O thrash assassino do Bütcher surge como uma lâmina afiada, preparando o terreno para o colapso existencial do Primitive Man, que transforma o ar em concreto sonoro. O Incantation, guardião do death metal obscuro, fecha esse palco como quem invoca maldições.

Enquanto isso, no palco principal, o ocultismo do Wisdom e o terror do Imprecation preparam o solo para a fúria gélida do 1349, cuspindo labaredas negras. O clássico Coven adiciona teatralidade sombria, antes da carnificina insana do Macabre tomar conta do público. O grande ápice vem com o Overkill, que fecha a noite em uma tempestade thrash, lembrando a todos que a velha guarda ainda reina soberana sobre os campos de batalha.

Domingo, 07 de setembro – O Apocalipse Final

O último dia é um mergulho direto no abismo. Morkalv abre a jornada com seu black metal denso, seguido pelo massacre brutal do Escafism e a atmosfera sepulcral do Orthostat. O thrash violento do Tyranex coloca as rodas para girar, enquanto o Nervochaos, orgulho brasileiro, levanta a bandeira da destruição local com a força de quem nunca se rendeu. O fechamento desse palco fica a cargo do Varathron, trazendo a chama eterna do black metal grego.

No palco maioral, a história do Metal nacional ressurge com The Mist, antes que Ash Nazg Burz arraste todos para uma viagem obscura e Darkened Nocturn Slaughtercult exploda em caos blasfemo. O Power Trip injeta energia hardcore no público, preparando-o para o peso arrastado e solene do Candlemass, que deixa o ar denso como um funeral coletivo. Mas é o Triptykon, revisitando a herança eterna do Celtic Frost, que encerra o festival com chave de ferro, em um espetáculo que mistura reverência e destruição.

Ao final dos três dias, o que restará serão corpos cansados, pescoços doloridos e corações cheios de orgulho por testemunhar mais um capítulo da história do Metal subterrâneo. O Setembro Negro 2025 não é apenas um festival: é uma peregrinação ritualística, onde cada acorde é um grito de resistência e cada hino uma prova de que o subterrâneo jamais morrerá.

Ingressos: De R$200 a R$1000
Venda online: https://www.clubedoingresso.com/evento/setembro-negro

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