
No dia 6 de setembro, o La Iglesia Borratxeria recebeu o Ultimato, banda de metalcore/hardcore do ABC Paulista, para um show direto e sem filtros. O público não foi grande, mas quem esteve presente sabia exatamente por que estava ali: para vivenciar um espetáculo intenso, de entrega total e energia crua.
Um setlist como manifesto
O Ultimato não precisou de rodeios. Abrindo com “Vontade de Vencer”, a banda já estabeleceu o tom de resistência e urgência que guiaria todo o set. “Morto na Sé” e “Te Vejo na Vala” incendiaram o espaço, com letras que ecoam a realidade das ruas e a postura confrontadora do grupo.
Faixas como “Sem Apoio” e “Lei Não Existe” trouxeram o peso de uma crítica social direta, enquanto “Dor” e “Viver é a Melhor Ofensiva” equilibraram brutalidade e reflexão, reforçando o hardcore como veículo de mensagem e revolta.
Na reta final, a intensidade só aumentou: “Morte ao Rei”, “Cidadão de Bem” e “Contra Vocês” soaram como hinos de insubmissão, encerrando com “Não Há Retorno”, um título que resume bem o espírito da noite — uma vez dentro do universo do Ultimato, não há volta possível.
A força no underground
Apesar do público reduzido, a entrega da banda foi a mesma de quem toca para uma plateia lotada. Cada música era um soco, e a resposta dos presentes — gritos, rodas de mosh e olhares cúmplices — provava que intensidade nunca se mede em números, mas na conexão real entre palco e público.
O show deixou claro que o Ultimato carrega em seu DNA a força do underground: pesado, honesto e direto ao ponto. Quem esteve no La Iglesia naquela noite presenciou não apenas um show, mas um lembrete de que a cena vive e resiste na margem, com sangue nos olhos e verdade nos riffs.
























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