
The Shining, O Iluminado, lançado em 1980, é baseado no livro de Stephen King, publicado em 1977, e foi dirigido por Stanley Kubrick (1929-1999).
O livro nasceu de um pesadelo de Stephen King no Stanley Hotel, no Colorado.
Por incrível que pareça hoje, o filme foi mal recebido na época: houve muitas críticas negativas e o desempenho nas bilheteiras foi fraco.
King não gostou nada da adaptação feita por Kubrick, alegando que Jack Nicholson parecia muito louco desde o começo, enquanto no livro isso acontece de forma gradual. Ao meu ver, esse é justamente o ápice do filme: as atuações de Jack Nicholson, Shelley Duvall (1949-2024) e Scatman Crothers (1910-1986) são ótimas.


Stanley Kubrick e Shelley Duvall
Algumas curiosidades sobre o filme:
Perfeccionista: Kubrick usou a recém-criada Steadicam, revolucionando as cenas em movimento.
Takes infinitos: Obcecado por perfeição, Kubrick fez Shelley Duvall (Wendy) repetir 127 vezes a cena em que sobe a escada com o taco de beisebol — entrando para o Guinness como uma das mais repetidas da história.
Ambiente tenso: Kubrick isolava e pressionava Shelley Duvall constantemente, chegando a pedir para a equipe “não ter empatia” por ela, a fim de aumentar seu nervosismo real. Durante as filmagens, ela chegou a perder cabelo devido ao estresse.
Cenários impressionantes: O hotel Overlook foi recriado em estúdio (nos Estúdios Elstree, em Londres), incluindo corredores enormes e até um átrio gigante — algo incomum para produções da época.
A porta do machado: Jack Nicholson, que já havia trabalhado como bombeiro, quebrou as portas com tanta facilidade que a produção precisou reforçá-las para prolongar a cena.
“Here’s Johnny!”: A frase não estava no roteiro — foi um improviso de Nicholson, inspirado no bordão do apresentador Johnny Carson.

Apesar da péssima recepção na época de lançamento, “O Iluminado” acabou se tornando um filme cult, reconhecido pela sua qualidade artística e como uma obra-prima do terror, especialmente pela atuação de Jack Nicholson e pela atmosfera criada pelo diretor.
E eu duvido que você já não tenha pensado em passar uma noite no Hotel Overlook, no quarto 237.
Texto: Marcelo Kiss














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