
No último dia 12 de setembro de 2025, o Burning House viveu uma noite histórica para o death metal. A lendária Malevolent Creation subiu ao palco como atração de abertura para o Krisiun e entregou uma performance brutal, daquelas que ficam marcadas na memória de quem esteve presente.
O show teve um peso especial: pela primeira vez no Brasil, a banda tocou sem a presença de seu membro fundador, Phil Fasciana, afastado por problemas de saúde. Mesmo assim, os músicos não deixaram a energia cair. Ao contrário, transformaram a ausência em combustível para uma apresentação ainda mais intensa, mantendo viva a essência da banda.
Logo nos primeiros acordes de “Eve of the Apocalypse”, o Burning House virou um verdadeiro campo de batalha. A pancada de “Premature Burial” e “Coronation of Our Domain” incendiou a plateia, que respondeu com rodas furiosas e coros ensurdecedores.
Faixas como “Infernal Desire”, “Homicidal Rant” e “Multiple Stab Wounds” mostraram o poder inabalável do grupo, enquanto “Slaughter House” e “Blood Brothers” encerraram o set com violência sonora digna de veteranos que nunca perderam o vigor.
A casa estava lotada, com fãs de todas as idades lotando cada espaço disponível. O clima era de celebração e devoção ao death metal. Do início ao fim, o público não deu trégua: rodas constantes, punhos erguidos e gritos em uníssono provaram que São Paulo segue sendo um dos palcos mais apaixonados e intensos para o metal extremo.
Mesmo com mais de três décadas de estrada e todos os percalços, a Malevolent Creation deixou claro que continua sendo sinônimo de brutalidade sem concessões. Foi mais que um show: foi um ritual de resistência, suor e fúria coletiva que fez do Burning House um verdadeiro templo do death metal naquela noite.
Texto: Gmaglia
Fotos: PMelo e Gmaglia



















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