
A Noite dos Mortos-Vivos, no original Night of the Living Dead, foi lançado em 1968 e dirigido pelo saudoso e lendário George A. Romero (1940–2017), conhecido como o “Godfather of the Zombies” — o Padrinho dos Zumbis. E não é à toa: Romero revolucionou o gênero, praticamente definindo a forma como os filmes de zumbis seriam feitos até os dias de hoje.

Antes de Romero – “Zumbis” no cinema eram ligados ao voodoo haitiano, mais como pessoas enfeitiçadas do que monstros canibais (ex.: White Zombie de 1932).
Romero reinventou o mito – Os mortos em Night of the Living Dead são reanimados, se movem lentamente, atacam em grupo e se alimentam de carne humana.
Arma para matá-los – A ideia de que é preciso destruir o cérebro para derrotar um zumbi nasceu aqui.
Crítica social – O filme usou os zumbis como metáfora de medo coletivo e desintegração social, algo que se repetiria em inúmeros filmes posteriores.
Influência direta – Sem ele, não teríamos The Walking Dead, Resident Evil, Extermínio ou até comédias como Shaun of the Dead. Todo o imaginário de zumbis devoradores de carne e apocalipse zumbi vem de Romero.

E bora pras curiosidades do filme:
Produção independente – Custou cerca de US$ 114 mil (muito pouco até para a época) e foi filmado em preto e branco, em grande parte numa fazenda na Pensilvânia.
Domínio público – Por um erro na documentação de copyright, o filme caiu em domínio público logo após o lançamento. Por isso foi exibido livremente, o que ajudou a espalhar sua fama.
Final polêmico – O protagonista, Ben (interpretado por Duane Jones), sobrevive ao ataque dos zumbis, mas é morto por engano por uma milícia de sobreviventes brancos. Muitos críticos veem isso como um comentário racial muito forte, já que Duane Jones foi o primeiro protagonista negro em um filme de terror de grande impacto.
Reações chocadas – Na época, crianças podiam assistir ao filme nos cinemas, pois não existia a classificação indicativa atual. Muitos relatos dizem que plateias ficaram em choque com a violência gráfica.
Sequência espiritual – O sucesso abriu caminho para outros clássicos de Romero, como Dawn of the Dead (1978) e Day of the Dead (1985).
Legado cultural – O filme é considerado tão importante que foi selecionado para preservação no National Film Registry da Biblioteca do Congresso dos EUA.

É absolutamente inegável a importância desse filme e de seu diretor para o cinema de terror mundial. Uma produção independente, tecida com amor, ousadia e inquietação, que atravessou gerações e se firmou como uma obra-prima imortal, sempre lembrada e reverenciada pelos amantes do gênero.
“They’re coming to get you, Barbara!” 🧟🧟♀️💀
Texto: Marcelo Kiss (Terror Maniacs)















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