Quatro integrantes da banda Violator posando em frente a uma parede, vestidos com jaquetas de couro e camisetas de bandas de metal, enquanto o logo da banda destaca-se na parte inferior da imagem.

O dia 13 de dezembro promete ser uma data para ficar marcada na história da cena extrema brasilienses. Depois de doze anos sem um álbum completo, o Violator chega com Unholy Retribution disco gravado em Brasília com produção do belga Yarne Heylen e masterização no Project Zero (Laakdal, Bélgica) e um show de lançamento preparado com cuidado artesanal: em sua cidade natal, no Toinha Show (SOF Sul).

Em papo exclusivo para o Cogumelo em Cena, o vocalista Pedro “Poney” Ret Crucifier contou como foi esse processo de retorno: “A gente nunca rompeu. A banda sempre foi quatro amigos, e a relação pessoal sempre foi mais importante do que a carreira. Mas as coisas foram se alinhando teve volta de membro, a possibilidade de ensaiar regularmente e aí o disco foi tomando forma.”

Um disco entre o local e o internacional

Ao contrário de registros anteriores feitos fora do país, a gravação de Unholy Retribution teve forte marca local: a banda passou semanas no Refinaria Estúdios, na Asa Norte, gravando de dia a dia algo que, segundo Poney, fez diferença estética e humana. Paralelamente, a banda trouxe Yarne Heylen para produzir o álbum em Brasília: “queríamos repetir um pouco da mística de quando grandes discos trouxeram produtores de fora para trabalhar aqui. A Kill Again bancou esse sonho e a mistura local + internacional foi decisiva.”

Além de falar do processo técnico, Poney descreveu o convívio com Yarne: foi choque cultural e também uma imersão afetiva. “Levamos o gringo para comer de tudo em Brasília, mostrar nossa cidade. Isso deixou o processo de gravação mais leve e humano, e isso aparece no resultado.”A sonoridade e os temas do álbum Segundo o vocalista, Unholy Retribution retoma as raízes thrash do Violator com um tom ainda mais direto e urgente: vingança, resistência e críticas sociais são temas presentes e intensos. O novo material traz a brutalidade clássica da banda, mas também uma produção que equilibra peso e clareza.

Lineup e a força do underground local

Atualmente o Violator é composto por:

• Poney Ret Crucifier — vocal e baixo

• Capaça Bloody Nightmare — guitarra

• Cambito Chains Killer — guitarra

• Bone Crusher — bateria

Para o show de lançamento em Brasília a banda convidou nomes fortes da cena local: Cosmophage, Execrado e Morbid Devourment — uma curadoria pensada para levar “o underground para o Toinha”, nas palavras de Poney. A ideia é unir gerações: do sangue novo (bandas com 16–17 anos) até veteranos que mantém a tradição do thrash e death do Centro-Oeste.

Brasília como berço e como palco de celebração

Para a banda, lançar o disco em Brasília tem um peso afetivo enorme. Poney destacou o histórico de organização DIY do Violator sempre trazendo shows, cuidando da produção, colando cartazes na rua e a intenção de manter esse vínculo com público: “Nunca patrocinamos posts, preferimos o contato real com o público. Queremos que o show seja do público e para o público.”

O show de lançamento acontece no Toinha Show (SOF Sul) casa que, segundo o vocalista, se consolidou como palco relevante para apresentações internacionais em Brasília e será uma forma de apresentar o novo repertório na “terra natal”.Convite, datas e planos de turnê Além do show de 13 de dezembro em Brasília, a banda confirmou apresentações importantes:

• 20 de dezembro (São Paulo) Tendal da Lapa, show gratuito (anúncio ainda em caráter inicial).

• 25 de abril de 2026 Violator confirmado no Bangers Open Air (Memorial da América Latina) convite que a banda recebeu como reconhecimento e que representa ultrapassar uma trajetória “de underground”.

Poney também adiantou que a banda trabalha com expectativa de uma And Roll Tour pelo Brasil prevista para o primeiro semestre do ano seguinte, com cidades-alvo como Rio, Belo Horizonte, Recife, Fortaleza e possivelmente Goiânia além da ideia, no médio prazo, de voltar a tocar na América do Sul e Ásia.

Produção, selo e singles que antecederam o disco

Unholy Retribution foi antecipado por singles que já deram pistas do tom do álbum: Chapel of the Sick”, “The Evil Order” e “Hang the Merchants of Illusion”. O trabalho foi lançado pelo selo Kill Again Records, que apoiou a vinda do produtor belga e viabilizou parte do processo.

Por que esse lançamento importa

Mais do que um novo disco, Unholy Retribution é um marco de continuidade: uma banda que sobreviver a décadas, ajustou-se às idas e vindas da vida adulta, manteve a amizade e a rotina de ensaios, e agora reaparece com um projeto que valoriza tanto as origens locais quanto um sonho internacional aquele produtor gringo que viveu Brasília junto da banda por semanas. É um retorno que celebra a cena e a renovação: do underground às casas maiores, da molecada ao público veterano.

Deixe uma resposta

Trending

Descubra mais sobre Cogumelo em Cena

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo