
A expectativa já era grande desde o dia em que recebemos a notícia que a banda DRI se apresentaria em Porto Alegre, pois os americanos nunca tinham pisado em solo gaúcho. E essa expectativa só aumentava com a proximidade da data. Então, eis que chegamos no dia 17 de março de 2026, uma terça-feira abafada, chuvosa e com o trânsito caótico no final de tarde. Mas nada poderia abalar a vontade de conferir pela primeira vez a tal da “Dirty Rotten Imbeciles”.
Como a equipe do Cogumelo em Cena chegou cedo ao Bar Ocidente (local sabiamente escolhido para sediar a carnificina), pudemos nos estabelecer estrategicamente no mezanino da casa, pois dali tínhamos uma visão privilegiada do palco e do público.
Pontualmente às 19 horas subiu ao palco a banda Troll, escolhida para fazer as honras da casa.

A Troll vem se destacando dentro da cena underground gaúcha e, mesmo com pouco espaço (principalmente devido a ter que montar mais uma bateria no palco), deu o seu recado. Músicas como “Beija-flor”, ” Selva de Pedra” e “Fogo Ancestral” tiveram uma bela resposta do público, que ao final da apresentação do quarteto gaúcho já preenchia bastante o espaço da casa.





Agora, era só esperar…
E foram exatos 38 minutos !!



Esse foi o tempo para que os técnicos e roadies aprontassem o palco para os headliners da noite. E que serviu também para que a casa lotasse. E às 21:14 do dia 17 de março de 2026, lá estavam eles, os “Imbecis sujos e podres”.

Spike Cassidy (guitarra) e Kurt Brecht (vocais), os dois fundadores remanescentes, ambos na “flor da idade” (os dois com 64 anos), hoje acompanhados por Greg Orr (baixo, que já passou por outra lendária banda de crossover/thrash californiana, a Attitude Adjustment) e o excelente baterista Danny Walker (ex-Exhumed).

Sem dó nem piedade, começaram a pancadaria / carnificina / holocausto sonoro / Armageddon… (impossível escolher apenas um adjetivo) com “All For Nothin”, o que fez com que o público quase que literalmente se matasse na frente do palco.






Daí por diante, clássico em cima de classico… “Abduction”, “Acid Rain”, “Suit and Tie Guy” ,”D.R.I.”, “Violent Pacification”, “Nursing Home Blues” (só pra citar alguns) fizeram com que o caos tomasse conta do Bar Ocidente. Uma hora e 30 minutos de êxtase, satisfação e prazer. Foi tão intenso que ninguém pediu bis. Agora era hora de voltar pra casa. Feliz por ter presenciado um dos melhores shows que passaram pela capital gaúcha. Afinal, estivemos na presença de uma das bandas (talvez a principal) criadoras do estilo Crossover, essa mistura de Hardcore e Thrash Metal que tanto amamos.
Texto por Flavio Soares
Fotos Cogumelo em Cena








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