O Caos recebeu, no dia 11 de abril, uma noite construída em sequência, com quatro bandas que sustentaram uma linha coerente do início ao fim. A abertura ficou por conta da Troll, seguida pela A Outra Providência, depois pela estreia do Manifeste e, encerrando, o Sujera.

A Troll iniciou a noite já estabelecendo o tom com um set consistente e direto, passando por “Deuses e Deuses”, “Fogo Ancestral”, “Descendentes de Caim”, “Espírito Troll”, “Selva de Pedra”, “I.A”, “Descalcificando a Pineal”, “Vida” e “Eye for an Eye”, organizando o ambiente mesmo com o público ainda chegando.

Na segunda posição, A Outra Providência trouxe mais controle de palco e leitura do espaço.

Com Rangel nos vocais, Filipe e Wesley nas guitarras, Affonso no baixo e Xico na bateria, a banda construiu um set coeso com “Bulldoze”, “Maldito Ego”, “Dor e Agonia”, “Abandono” (Cartola), “Veneno das Ruas” (Bezerra), “Molotov”, “Passos Pesados”, “(Sirene) Ruas Vazias”, “Fábrica de Monstros”, “Vazio” e “Cicatrizes de Batalha”, consolidando a resposta do público.

Na sequência, o Manifeste fez sua estreia com Natha nos vocais, Toni na bateria, Matheus Neri e Sebastian Carsin nas guitarras e Felipe Farias no baixo.

O set — “Eu Manifesto”, “Ainda Estou Aqui”, “Corte as Cordas”, “Gritos de Raiva”, “Racismo Instituído”, “Tente Agora”, “Descartáveis” e “Ouçam os Gritos” — foi sustentado na entrega e na proposta direta, com o público já mais envolvido e participativo.

Quando o Sujera entrou, a noite já estava construída, e a banda aproveitou esse terreno para elevar a intensidade sem precisar quebrar o fluxo.

O setlist veio forte e bem distribuído, começando com “2000 & Caos” e “Boom Biddy Bye Bye”, passando por “Não Fica Um”, “Matilha Vira Lata” e “Sensaki”, antes de um momento de troca de instrumentos que reorganizou o palco e manteve a dinâmica da apresentação.

A partir daí, o peso seguiu com “Zoião”, “Terror Zero Onze” e “Calle Hood Quebrada”, preparando o terreno para uma sequência que ampliou ainda mais a conexão com o público: “Sad But True”, “Sinuca de Bico” e “Família Primero”.

O encerramento com “Original de Vila” funcionou como síntese do show, reforçando identidade e presença.

A resposta do público foi constante, com roda aberta, movimentação intensa e participação ativa ao longo de todo o set, mantendo a energia em alta até o final.

O Caos, mais uma vez, funcionou como extensão direta do palco, sem barreiras entre banda e público, favorecendo uma experiência mais orgânica. O resultado foi uma noite sem rupturas, onde cada apresentação cumpriu seu papel dentro de uma construção contínua, sustentada por entrega, coerência e conexão real.

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