
O Hangar 110 recebeu uma noite de rock clássico e pesado, com público presente e envolvido durante toda a programação.
Chegada e clima de antecipação na casa
Na chegada ao Hangar 110, o palco ainda estava em montagem e a casa operava naquele clima característico de início de evento, luz baixa, ajustes finais e uma movimentação que indicava que a noite ainda estava se organizando.
Mesmo antes do início oficial, o público já ocupava a frente do palco com antecedência. Não era apenas presença, era posicionamento. A área externa e o interior da casa já mostravam um fluxo intenso, sinalizando interesse real pela lineup.
Havia uma expectativa perceptível no ambiente, algo que costuma anteceder noites que funcionam.
SPACE GREASE abre a noite com identidade vintage e peso moderno
Responsável por abrir a noite, a SPACE GREASE trouxe uma sonoridade alinhada ao rock clássico e pesado, com influência evidente de Black Sabbath e Led Zeppelin, mas sem se limitar a uma reprodução direta dessas referências.

Com riffs densos, estética setentista e presença marcante de Ju Ramirez, a banda trabalha um equilíbrio entre peso e groove que sustenta bem a proposta ao vivo.

A apresentação cresce ao longo do set. Parte do público começa mais contida, mas é gradualmente envolvida pela dinâmica da banda. Esse crescimento é um dos pontos fortes do show.
O destaque fica na construção de atmosfera. Existe uma preocupação em criar textura e fluidez, algo que foge de abordagens mais rígidas dentro do circuito atual. A SPACE GREASE entende o território em que atua e entrega com consistência dentro da cena independente paulistana.






LUCIFER encerra a noite com força e coesão estética
Na sequência, o Lucifer assume o palco com a casa já completamente tomada. A pista estava cheia, com pouca margem de circulação, e o público já totalmente direcionado para o show.

Formada originalmente em Berlim e atualmente baseada em Estocolmo, a banda carrega uma identidade fortemente influenciada pelo rock dos anos 70, dialogando com nomes como Black Sabbath e Deep Purple.
No palco, isso se traduz em um som que mistura heavy rock, doom e psicodelia, com riffs marcantes e uma atmosfera densa, conduzida pelos vocais de Johanna Platow Andersson.

A performance se sustenta pela presença de palco e pela interação constante com o público. A resposta da plateia é imediata, com coro e participação ativa durante todo o show. Mesmo com a comunicação em inglês, a conexão acontece de forma direta.
Visualmente, a banda reforça sua proposta com uma estética bem definida, alinhando figurino e presença cênica ao som, sem excessos ou desconexões.
Fechamento de uma noite de alta energia
A noite no Hangar 110 se consolidou pela consistência das apresentações. SPACE GREASE constrói bem a abertura e Lucifer sustenta o ápice.
O público permaneceu presente e ativo do início ao fim, sem oscilações claras de energia. Houve continuidade entre os shows, algo que nem sempre acontece em noites com propostas similares.
Mais do que uma sequência de apresentações, foi uma noite que funcionou como conjunto, com entrega equilibrada entre palco e plateia.





















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