
Rodando o Brasil como ato de abertura para os quatro shows que os suecos do Graveyard fazem em solo nacional, a Bike mostra-se uma escolha acertada para a função.
Na primeira data da gira, no Espaço Marin (em Porto Alegre), dia 7 de maio, o quarteto de São José dos Campos apresentou um show coeso, empolgante e barulhento. Mesmo com público aquém do merecido, o grupo não ficou intimidado para fazer a roda da música girar com um mix magnético de psicodelismo, progressivo, krautrock e brasilidades sonoras.

O que Julito Cavalcante (voz e guitarra), Diego Xavier (voz, guitarra e efeitos), Daniel Fumega (bateria) e Gil Mosolino (baixo) tocam são mantras pesados e carregados de delays, microfonia e batidas motorik.
Com bateria posicionada à frente e ao centro do palco, teve início o ritual de caos sonoro coordenado que durou cerca de meia hora.
“Todos os Olhos”, primeira faixa do sétimo e mais recente álbum “Noise Meditations” (título devidamente apropriado), abriu o set. Em seguida, vieram “NEU!A” (lê-se “nói-a”, uma deferência aos alemães do NEU! – formado por dissidentes do Kraftwerk), “Bico de Ouro”, “Divinorum” e “O Fogo Anda Comigo”. O fluxo teve continuidade com “Olho D’Água Grande”, “Boca do Sol” e “Filha do Vento”.

Uma pedalada densa em meio às sonoridades que o circuito independente nacional tem a oferecer.
Texto: Homero Pivotto Jr.
Fotos: Giovanni Maglia



















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