
Depois de uma estreia marcante em Curitiba, a Brazilian Metal Forces desembarcou em Florianópolis para a segunda apresentação da turnê. Desta vez, o cenário era outro. Às margens da Lagoa da Conceição, o tradicional John Bull recebeu Xakol, Phornax, Viper e Korzus em uma noite que confirmou que o sucesso da abertura não havia sido obra do acaso.
Mais do que repetir o line-up da noite anterior, Florianópolis mostrou uma turnê que começava a encontrar seu ritmo. As bandas já demonstravam maior entrosamento entre si, a equipe técnica trabalhava com ainda mais naturalidade e o clima da estrada começava a refletir diretamente nas apresentações.
O público catarinense compareceu em número superior ao registrado em Curitiba. Embora a casa não tenha atingido sua capacidade máxima, os fãs presentes responderam de forma intensa durante praticamente toda a noite, criando uma atmosfera que impulsionou as bandas do início ao fim.
Xakol abre novamente os trabalhos
Pela segunda noite consecutiva, o Xakol assumiu a responsabilidade de abrir a Brazilian Metal Forces. Repetindo o repertório apresentado na estreia da turnê, a banda mostrou consistência e confirmou que sua presença no festival vai muito além do papel de banda de abertura.

A apresentação evidenciou um grupo cada vez mais confortável no palco. O repertório autoral voltou a chamar atenção pelo equilíbrio entre peso e melodias, enquanto a execução segura reforçou a boa impressão deixada em Curitiba.
Com o público mais participativo desde os primeiros minutos, o Xakol encontrou um ambiente ainda mais favorável para apresentar seu trabalho, encerrando mais uma vez sua participação deixando a sensação de que conquistava novos ouvintes a cada cidade visitada.




Phornax confirma a evolução vivida pela banda
Se Curitiba marcou a estreia da nova proposta visual do Phornax, Florianópolis apresentou um desafio diferente.
Por questões técnicas da estrutura do John Bull, a banda não pôde utilizar os backdrops digitais e os vídeos sincronizados preparados especialmente para a turnê. A limitação obrigou o grupo a apresentar um show mais direto, sustentado exclusivamente pela força do repertório e pela performance em palco.

Longe de representar um problema, a situação acabou evidenciando outro aspecto importante da atual fase da banda.
Sem o suporte da identidade visual apresentada em Curitiba, o Phornax demonstrou que sua evolução vai muito além da produção do espetáculo. A segurança dos músicos, a naturalidade da performance e o evidente amadurecimento artístico sustentaram toda a apresentação.
Outro fator que chamou atenção foi a resposta do público catarinense. Muito mais participativa do que na noite anterior, a plateia acompanhou o show com entusiasmo, reagindo de maneira intensa durante praticamente toda a apresentação.
Faixas como “Forged in Metal”, “Hell’s Paradise”, “Seeds of Strife”, “Blood for Blood” e “Between Fear and Hope” confirmaram que a banda atravessa um dos momentos mais sólidos de sua trajetória.
Ao final do show, ficava claro que a nova produção visual fortalece o espetáculo, mas não o define. O principal continua sendo uma banda que cresce a cada apresentação e demonstra estar preparada para ocupar espaços cada vez maiores dentro da cena nacional.






Viper mantém uma apresentação sólida e consistente
A segunda noite da turnê também reforçou a excelente fase vivida pelo Viper.
Mesmo sem confirmação de alterações no repertório em relação à estreia, a banda manteve o alto nível apresentado em Curitiba. A atual formação demonstra um entrosamento que se reflete naturalmente no palco, resultado de um grupo que parece completamente confortável em sua nova configuração.

Mais uma vez, Leandro Caçoilo conduziu a apresentação com segurança e personalidade, enquanto Dani Matos mostrou estar totalmente integrado à banda, contribuindo para uma sonoridade sólida ao lado dos demais integrantes.
A combinação entre clássicos e músicas de diferentes fases da carreira voltou a funcionar muito bem diante do público catarinense, reafirmando que o Viper continua escrevendo sua história sem depender exclusivamente da nostalgia.






Korzus encerra outra noite em alto nível
Mais uma vez coube ao Korzus fechar a programação da Brazilian Metal Forces.
Se havia alguma dúvida de que a intensidade observada em Curitiba poderia ter sido apenas resultado da estreia da turnê, Florianópolis tratou de eliminá-la.

A banda repetiu uma apresentação extremamente consistente, mantendo o mesmo peso, precisão e energia observados na noite anterior.
A formação atual demonstra absoluto entrosamento. Marcello Pompeu continua exercendo com naturalidade o papel de um dos grandes frontmen do metal brasileiro, enquanto Jean Patton e Jéssica Falchi reforçam ainda mais a força das guitarras, sem perder a identidade que tornou o Korzus uma referência do thrash metal nacional.
Mais uma vez, a resposta do público confirmou a força do repertório da banda, encerrando a noite sob fortes aplausos e consolidando mais um capítulo de uma turnê que começava a ganhar personalidade própria.








Florianópolis confirma o sucesso da Brazilian Metal Forces
Depois de duas noites, a Brazilian Metal Forces já deixava claro que sua proposta vai muito além de reunir quatro bandas em um mesmo palco.
A turnê aproxima diferentes gerações da música pesada brasileira, cria oportunidades para novos nomes dividirem espaço com artistas históricos e fortalece uma cena que continua mostrando vitalidade e capacidade de renovação.
Se Curitiba marcou o nascimento da Brazilian Metal Forces, Florianópolis representou sua consolidação.
Agora, toda a expectativa se volta para Porto Alegre, última parada da turnê e palco do encerramento de uma jornada que, até aqui, demonstrou o quanto o metal brasileiro continua forte, diverso e preparado para escrever novos capítulos de sua história.







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