
A participação da ANTRVM no Aliança Negra Festival representa mais um passo importante na trajetória da banda paulista. Em entrevista ao Cogumelo em Cena, o vocalista Victor Cutrale contou como surgiu o convite para integrar o line up do festival e aproveitou para destacar um dos pilares que, na sua visão, mantém o underground vivo: a colaboração entre as próprias bandas.
Antes de falar sobre o festival, Victor fez um apelo aos músicos e fãs para que valorizem a produção nacional com o mesmo entusiasmo dedicado aos grandes nomes internacionais.
“Curta as bandas do Brasil tanto quanto você curte as bandas gringas. Se você realmente gosta de uma banda, divulgue, compartilhe, converse e fortaleça esse trabalho.”
Segundo o vocalista, foi justamente essa troca de experiências que abriu o caminho até o Aliança Negra Festival. A amizade construída com Renan, da Hatefulmurder, aproximou as bandas e resultou em apresentações conjuntas. Dessa parceria surgiu o contato com Adan, produtor do festival, que conheceu o trabalho da ANTRVM e fez o convite para integrar a programação.
Inicialmente, a proposta era que a banda realizasse uma apresentação mais longa no palco secundário. No entanto, a própria ANTRVM preferiu um formato diferente.
Para Victor, o momento atual da banda pede um show mais curto, intenso e objetivo.
“Hoje é melhor fazer meia hora de um show forte e dar o recado do que estender a apresentação além do que faz sentido para a banda.”
Mais do que um novo compromisso na agenda, a participação no Aliança Negra Festival também tem um significado pessoal para o vocalista.
Aos 39 anos, Victor conta que acompanha o evento desde a adolescência. Apesar de já ter trabalhado no Rock in Rio, esta será sua primeira apresentação em um palco no Rio de Janeiro.
“Eu vejo publicações do Aliança Negra desde que era moleque. Já trabalhei no Rock in Rio, mas nunca toquei no Rio. Para mim, esse é um show dos sonhos.”
A ANTRVM integra o line up do Aliança Negra Festival 2026 e sobe ao palco levando não apenas seu repertório, mas também a convicção de que o underground cresce quando as bandas deixam de competir entre si e passam a construir a cena de forma coletiva.








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