A FABRIQUE CLUB, EM SÃO PAULO, FOI PALCO DE UMA APRESENTAÇÃO QUE PROVOU QUE O VIRTUOSISMO E A ENERGIA DO GUITARRISTA CONTINUAM MAIS VIVOS DO QUE NUNCA!

Paul Gilbert para os gringos, Paulo Gilberto para nós, brasileiros!

O cara deu uma verdadeira aula de guitarra, ao vivo e a cores! A simpatia de Paul contagiou todos os presentes na Fabrique, no último dia 8 de setembro, em São Paulo. Ao seu lado, estavam os excelentes Doug Rappoport, na guitarra; Timmer Blakely, no baixo; e Jeff Martin, na bateria e nos vocais de apoio.

Martin, inclusive, é vocalista e baterista do Racer X, o que tornou essa formação ainda mais especial, reunindo Gilbert novamente com um antigo companheiro de sua fase mais virtuosa.

Em um show extremamente pontual, iniciado às 21h, São Paulo provou mais uma vez que não existe dia ruim para curtir um bom rock! Nem mesmo o feriado prolongado do fim de semana anterior foi capaz de desanimar os fãs do virtuoso músico, que compareceram em peso para prestigiar Paul Gilbert.

O público estava animado e ansioso para ver o lendário guitar hero em ação. E eu garanto: ninguém saiu da Fabrique decepcionado! Cada nota tocada pelo guitarrista carregava muita técnica, feeling, carisma e, acima de tudo, diversão. Paul toca cada música com evidente prazer, e essa alegria transpareceu em sua performance, contagiando os fãs de uma maneira muito especial.

O repertório também foi um espetáculo à parte. Do novo WROC, Paul Gilbert apresentou faixas como “Let Thy Carriage” e “Go not Thilther ”, mostrando que a fase atual do guitarrista mantém intacta sua impressionante capacidade de unir técnica, criatividade e musicalidade.

Mas a noite não ficou restrita ao material mais recente. Momentos como o “Crazy PG Medley”, que passeia por diferentes fases de sua carreira, e o tradicional Acoustic Solo, deram a Gilbert espaço para mostrar toda a sua habilidade com as seis cordas, transformando a guitarra praticamente em um espetáculo à parte.

E, como não poderia faltar, os clássicos do rock também ganharam espaço. “Baba O’Riley”, do The Who, apareceu em um dos momentos mais divertidos da apresentação, enquanto “Rock and Roll”, do Led Zeppelin, encerrou a sequência com aquele peso e energia que fazem dessa música um verdadeiro hino. Gilbert não apenas tocou os clássicos: colocou neles sua própria personalidade e, como sempre, uma dose generosa de virtuosismo.

No final, tanto a banda quanto o público estavam felizes e satisfeitos com a troca de energia proporcionada por aquela noite sensacional. Paul Gilbert mostrou mais uma vez por que continua sendo um dos guitar heroes mais importantes e influentes da história do rock and roll, daqueles músicos que não precisam provar mais nada, mas que ainda sobem ao palco com a mesma paixão e entusiasmo de quem está começando.

Texto: Marcelo Kiss

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