18 bandas. Dois palcos. Uma noite inteira dedicada à música extrema independente.

No dia 10 de outubro de 2026, a Garage Grindhouse, na Rua Ceará, 154, na Praça da Bandeira, recebe a edição carioca do Masters of Noise, festival que reúne 18 nomes do underground extremo em uma programação que atravessa grindcore, hardcore, crust, punk, crossover, death metal, noise e outras vertentes que não costumam encontrar espaço nos grandes circuitos.

A proposta é simples na forma e enorme na prática.

Colocar a cena em movimento.

São dois palcos, apresentações alternadas e uma programação que reúne diferentes gerações do underground. Bandas com décadas de estrada dividem a noite com projetos mais recentes, mostrando que existe uma linha contínua entre quem construiu essa cena e quem está chegando agora para ocupar seus próprios espaços.

E é justamente isso que torna o Masters of Noise interessante.

Não estamos falando apenas de uma sequência de shows.

Estamos falando de uma noite que reúne diferentes histórias, cidades, sonoridades e experiências dentro de um mesmo território.

AS 18 BANDAS DO MASTERS OF NOISE

TEAR

Diretamente do underground carioca, a Tear trabalha dentro do grindcore e mincecore, com uma sonoridade assumidamente suja, ríspida e agressiva. A banda também utiliza suas letras para abordar questões sociais e políticas, transformando velocidade e distorção em uma forma de intervenção.

Não existe acabamento desnecessário.

Existe impacto.

HELLTRENCH

Formada em 2023, a Helltrench atua no território entre death metal e grindcore. O projeto nasceu pelas mãos de Nikolai Trinchero e construiu uma identidade voltada para o metal extremo, mantendo uma conexão direta com o circuito independente.

É uma das representantes da geração mais recente presente no festival.

KROOD

O Krood aparece na programação trazendo mais uma camada do underground punk para a noite carioca. O nome também aparece ligado ao circuito punk independente de São Paulo, incluindo participações em eventos realizados fora dos grandes espaços tradicionais da música.

É mais uma dessas bandas que ajudam a lembrar que o underground não acontece apenas dentro de casas de show.

Ele também acontece na rua.

EXISTENCIA

Existencia chega ao Masters of Noise dentro dessa mesma lógica de circulação da música extrema independente.

É um dos nomes da programação sobre os quais há menos material biográfico público consolidado disponível, e justamente por isso vale deixar que o palco faça parte da apresentação.

Nem toda banda precisa chegar acompanhada de uma longa ficha técnica.

Algumas chegam para tocar.

E isso já diz bastante.

BAGA

Desde 2008, o Baga vem construindo sua história dentro do grindcore carioca.

O próprio material da banda deixa clara a direção. A Caminho de Nossas Valas, gravado em 2008, reúne faixas como “Violência Incessante… Entorpecendo Mentes”, “Sistema Prisional Falido”, “Police Shit I” e “Police Shit II”.

É grindcore usado como linguagem de confronto.

Curto, Rápido e Violento.

E sem muita preocupação em suavizar aquilo que está sendo dito.

KRÖSTAH

O Kröstah surgiu no Rio de Janeiro em 2014, reunindo integrantes de outras bandas da cena carioca, e assumiu desde o início uma sonoridade baseada no crust punk e crustcore. Entre suas referências declaradas estão Discharge, Wolfpack, Disrupt e Doom.

O primeiro álbum, Corja Fartum, foi lançado em 2015 em uma produção totalmente DIY.

É a velha lógica do faça você mesmo funcionando na prática.

UZÔMI

Tem banda que carrega história.

O Uzômi carrega também uma estética própria.

Formado no Rio de Janeiro em 1995, o grupo transita pelo crossover e thrashcore e ficou conhecido pelos shows performáticos, pelas referências ao horror, à morte e ao niilismo e por uma abordagem que mistura agressividade musical com teatralidade.

A trajetória inclui apresentações ao lado de nomes como Ratos de Porão, Cólera, D.R.I. e Dead Kennedys.

Trinta e um anos depois da formação, o Uzômi continua atravessando gerações.

DISCHAVIZER

O Dischavizer representa uma das faces mais extremas do punk brasileiro.

A banda possui trabalhos como Extinção, lançado em 2016, e mantém uma trajetória ligada ao crust, punk e outras vertentes extremas.

A banda também aparece em conexões internacionais da cena, incluindo splits e intercâmbios com grupos estrangeiros. Em 2025, participou de um split com a banda tcheca Rabies, lançado em parceria com selos ligados ao circuito underground.

É o underground funcionando sem precisar de fronteira.

REPRESSÃO SOCIAL

O nome já entrega parte da proposta.

O Repressão Social surgiu no subúrbio do Rio de Janeiro em meados dos anos 1990 e construiu sua identidade dentro do punk hardcore. Registros da cena carioca apontam a formação da banda em 1995 e uma trajetória marcada pela produção independente.

As letras atravessam problemas sociais e a experiência cotidiana da repressão.

É uma banda que pertence a uma geração que ajudou a construir o underground carioca muito antes de ele virar assunto de algoritmo.

TEORIA DO CAOS

Hardcore punk e crust direto do Rio de Janeiro.

A Teoria do Caos trabalha com uma sonoridade rápida e agressiva, enquanto suas letras abordam temas sociais e políticos.

O EP Caos, lançado em 2022, reúne faixas como “Necropolítica”, “Remorso” e “Armed Revolution”.

Aqui, o discurso não está separado do som.

Ele vem junto na guitarra. Na bateria. Na voz.

CINZËRO

A Cinzëro nasceu no Rio de Janeiro em 2024 e trabalha na interseção entre grindcore e noise.

A própria descrição da banda dentro do circuito carioca aponta para uma combinação de grindcore, mince e noise, levando para o palco uma sonoridade construída em torno do caos e da brutalidade.

É uma das representantes da geração mais nova do festival.

E chega sem pedir licença.

KARRANKA

Direto de Guarulhos, São Paulo, o Karranka surgiu em 2024 e trabalha com death metal e grindcore. O trio é formado por Paulo, Ulisses e Renato e lançou o single Tormenta.

A própria banda assume uma estética crua, suja e pouco interessada em produção excessivamente polida.

A proposta está no nome do jogo.

Death/grind sem massagem.

SAGAWA

Sagawa integra a programação carioca do Masters of Noise e aparece entre os nomes que completam essa noite de 18 bandas.

Como há pouco material público consolidado sobre a banda disponível para apuração, preferimos não inventar uma ficha técnica ou atribuir gêneros sem confirmação.

No underground, informação também é responsabilidade.

E o palco fará o restante.

LADRÃO

O Ladrão foge de qualquer tentativa fácil de classificação.

Formado no Rio de Janeiro em 2003, o power trio reúne Daniel Vitarelli, Farrah Santo Sé e Formigão, conhecido também por sua trajetória no Planet Hemp.

Rock, punk, hardcore, funk, groove, rap, eletrônica, samplers e outras referências entram na mistura.

É uma banda que trabalha justamente na fronteira entre linguagens.

E talvez seja por isso que o Ladrão faça tanto sentido dentro de um festival como o Masters of Noise.

AGRAVO

Formado em 2022 na região metropolitana de São Paulo, o Agravo trabalha com crossover punk, misturando punk rock, hardcore e influências de metal.

Em 2025, lançou Persona Non Grata, álbum com nove faixas e pouco mais de 15 minutos, atravessando temas como misoginia, feminicídio, fanatismo religioso e violência policial.

É uma banda nova.

Mas não é uma banda silenciosa.

SUBCUT

Poucas coisas explicam melhor a dimensão temporal dessa programação do que o Subcut.

Formado em 1995, em Presidente Prudente e Birigui, São Paulo, o grupo começou transitando pelo hardcore e crossover antes de consolidar sua identidade no grindcore.

As letras partem do cotidiano, das experiências pessoais, dos conflitos e das inquietações vividas pelos próprios integrantes.

São mais de três décadas de estrada.

E a banda continua ativa.

DOGGBITE

O Doggbite representa o hardcore capixaba.

Formado por músicos com trajetória anterior no underground do Espírito Santo, o grupo ganhou atenção com Cães de Rua, faixa que aborda a realidade das classes trabalhadoras, periferias e favelas, além de questões relacionadas à pobreza, violência e opressão policial.

O primeiro EP da banda também recebeu o nome de Cães de Rua.

É hardcore com endereço.

Com experiência.

Com vivência.

HATE SPECTRUM

Fechando a programação está o Hate Spectrum, projeto carioca liderado por Eder Santana.

Eder possui uma longa trajetória no metal extremo e passou pelo Gangrena Gasosa. O Hate Spectrum surgiu em 2021 e trabalha com diferentes influências dentro do metal pesado.

O álbum Egotrip apresenta uma abordagem voltada para problemas sociais e situações de violência, transformando essas experiências em matéria-prima para o metal extremo da banda.

É uma escolha que encerra a noite mantendo a mesma lógica que atravessa todo o festival.

Peso, tensão e confronto.

UMA NOITE, DEZOITO BANDAS, UMA CENA.

O mais interessante no Masters of Noise talvez esteja justamente naquilo que não aparece em um flyer.

Está no intervalo entre uma banda e outra.

Está nas bandas que atravessaram os anos 1990.

Nas que chegaram nos anos 2000.

Nas que surgiram agora.

Está no punk, no hardcore, no crust, no grindcore, no death metal, no noise e em todas as zonas onde esses sons deixam de precisar de uma definição exata.

Porque o underground nunca foi uma coisa única.

SERVIÇO

MASTERS OF NOISE 2026, EDIÇÃO RIO DE JANEIRO

📍 Garage Grindhouse
Rua Ceará, 154, Praça da Bandeira, Rio de Janeiro, RJ

📅 10 de outubro de 2026

🔥 18 bandas
🔥 2 palcos
🔥 Programação com apresentações alternadas

https://ticket.com.vc/evento/master-of-noise-2026-edicao-rio-de-janeiro

https://www.instagram.com/masters_of_noise/?g=5

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