The Omen, A Profecia, foi lançado em 25 de junho de 1976. Diferente de O Exorcista (1973), que nasceu do livro de William Peter Blatty, The Omen foi criado diretamente para o cinema.

O roteirista David Seltzer escreveu a história originalmente como um roteiro para o filme. O sucesso foi tão grande que, após o lançamento do longa, ele mesmo escreveu uma novelização em 1976, publicada junto com a estreia. Ou seja, o livro veio depois do filme, não o contrário.

Esse é um dos filmes de terror que, sempre que posso, recomendo para as pessoas. O terror aqui não vem de sustos ou cenas absurdas, mas da história macabra — uma história que faz até os mais céticos questionarem suas crenças.

Dirigido por Richard Donner (1930–2021) — que também comandou Superman (1978), Goonies (1986), Máquina Mortífera (1987), entre outros — o filme acompanha Robert Thorn (Gregory Peck), embaixador americano, e Katherine Thorn (Lee Remick). O casal deseja muito ter um filho, mas, infelizmente, Katherine dá à luz um bebê morto. Um padre sugere a Robert que adote um órfão, Robert concorda, mas não avisa Katherine. Mal sabia ele que o bebê era na verdade, o Anticristo. Daí para frente, tudo na vida do casal começa a desandar: mortes macabras e misteriosas passam a acontecer ao longo da história.

THE TOY, director Richard Donner, 1982, (c) Columbia

Um destaque bem especial para a trilha sonora, composta por Jerry Goldsmith (1929-2004), considerado um dos mais influentes compositores do século XX, ele compôs também a trilha sonora de Star Trek, Rambo, Planet of the Apes, Alien, Poltergeist, Gremlins, The Mummy, entre muitos outros.

Goldsmith recebeu em sua carreira 17 indicações ao Oscar tendo vencido apenas em uma ocasião, justamente em A Profecia.

Escutem o som tema de The Omen/A Profecia – Ave Satani
https://www.youtube.com/watch?v=2TwCJyxzBDM

Fora das telas: A Maldição

Curiosamente, muitas tragédias reais aconteceram com pessoas envolvidas no filme:

O voo que nunca decolou: Gregory Peck, protagonista do longa, desistiu de embarcar em um avião para Londres. A aeronave caiu, matando todos os passageiros.
Raios sobre os céus: Tanto Peck quanto o produtor Mace Neufeld tiveram seus aviões atingidos por raios em viagens separadas.
Morte no zoológico: Durante as filmagens no zoológico de Windsor, um funcionário foi atacado e morto por leões no mesmo dia das gravações.
O acidente mais macabro: O especialista em efeitos especiais John Richardson sofreu um grave acidente de carro após as filmagens. Sua namorada, Liz Moore, foi decapitada de forma assustadoramente semelhante à cena icônica do filme. Para aumentar a lenda, o acidente ocorreu próximo a uma placa indicando a cidade de Ommen, na Holanda.
Clima estranho no set: membros da equipe relataram atrasos inexplicáveis, problemas técnicos e até a sensação de presenças estranhas durante as gravações.

Um clássico que transcende a ficção

The Omen conquistou o público e se tornou um clássico absoluto do gênero de possessão e anticristo. O que fortaleceu ainda mais a sua mística foram essas tragédias reais, que até hoje alimentam teorias de que o filme carregava algo pesado além da ficção.

Coincidência ou não, Damien nasceu para assombrar — e a maldição de A Profecia continuará sempre viva na memória dos fãs de terror.

Texto: Marcelo Kiss

2 respostas a “A Profecia : Entre a ficção e a maldição”

  1. Eu gosto quando crianças são colocadas em filmes de terror, não como vítimas, mas como personificação do mal, por que crianças podem ser tão maldosas quanto um adulto, e A profecia trouxe isso muito bem feito. Parabéns pelo texto, perfeito, o filme foi para além das telas, talvez a ironia do destino pelos ocorridos, nunca saberemos!

    1. Avatar de marcelossilva487
      marcelossilva487

      Concordo, e essa questão não fica só na tela mesmo. São muitas coincidências né, muita tragédia real, nem dá pra dizer que é marketing. Obrigado pelo apoio, procuro sempre melhorar pra deixar a leitura mais leve e tranquila de ler.

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