Direto de Niterói/RJ, Switchback chegou ao Burning House como penúltima banda da noite e transformou o lugar em um verdadeiro campo de batalha sonoro. Com um show brutal, pesado e sem freios, os caras despejaram energia do primeiro ao último acorde, mostrando a força do underground carioca. Logo de cara, faixas como “O Cão Tá Pra Trás” e “Sem Acordo” incendiaram o público e abriram espaço para o caos. Mas foi em “Bota a Cara Cuzão” que o espírito de protesto falou mais alto um soco direto contra opressões e injustiças, levantando a plateia em um coro explosivo. Essa música não foi apenas tocada, foi vivida, gritada e sentida por todos no salão. O setlist seguiu demolidor com “Sob o Julgo”, “Sobrevivendo ao Caos” e a pancada de “Moloko Vellocet”, cada uma aumentando a temperatura e intensificando a roda punk, que não parava de pulsar. A brutalidade sonora se somou à crítica social em “Segregados pelo Asfalto” e “A Farsa e a Força”, faixas que carregam um peso ainda maior ao vivo. A performance foi selvagem e eletrizante, daqueles shows que não dão respiro. A Switchback fez da sua passagem pelo Burning House uma experiência coletiva de fúria e resistência, entregando um espetáculo que uniu música, protesto e energia pura.

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