Apresentação da banda Shamangra no palco do Agyto, na Lapa, com músicos se apresentando e o público aplaudindo entusiasmadamente.

Na noite de sábado, 8 de novembro de 2025, o palco do Agyto, na Lapa (Rio de Janeiro), recebeu diversas gerações para uma celebração inesquecível.  
A casa foi tomada por duas bandas que, cada uma à sua maneira, simbolizam diferentes momentos da cena nacional: a misteriosa Devotee abriu o espetáculo, preparando o terreno para o grande tributo da Shamangra — projeto do lendário baixista Luís Mariutti e de seu irmão Hugo, acompanhado por músicos que, na época, eram fãs como todos nós.

A Devotee trouxe ao público carioca uma apresentação que misturou teatralidade, mistério e impacto sonoro.

Músico usando uma máscara enquanto toca guitarra em um palco durante uma apresentação ao vivo, com equipamento de som ao fundo.

Formada no Rio de Janeiro em 2021, a banda se destaca por manter em segredo a identidade de seus integrantes e por cultivar uma estética sombria, marcada por influências que combinam classic metal, elementos progressivos, doom e black metal. Foi um show direto, limpo e muito bem executado.

Chegava, então, a hora mais aguardada da noite. A Shamangra subiu ao palco com um setlist milimetricamente pensado para causar o impacto proporcional ao tamanho desses grandes representantes do metal nacional. 

Músicos da banda Shamangra se apresentando no palco, com um guitarrista tocando um baixo vermelho e uma guitarrista ao lado, todos imersos na performance durante um show.

 
Com a presença do vocalista Thiago Millores — conhecido por suas participações em eventos como o Metal Jam, que celebra o gênero reunindo diversos músicos em formato big band, interpretando clássicos como Bohemian Rhapsody — e de Victor Emeka, vocalista do projeto Soulspell — Metal Opera, idealizado pelo baterista e compositor Heleno Vale, o clima se transformou: as luzes se fizeram em tons mais quentes, a plateia se aproximou e o sentimento de uma noite histórica tomou conta do espaço.

Luís Mariutti, como um verdadeiro mestre de cerimônias, conversou com o público e contou como surgiu a ideia que, aos poucos, deu forma ao Shamangra. Durante todo o show, demonstrou enorme alegria com o resultado — alegria que o público retribuiu a plenos pulmões, energia e entusiasmo, especialmente durante o épico “Fairy Tale”.

Entre um intervalo e outro, Hanna Paulino compartilhou um momento de emoção ao contar que, pela primeira vez, sua mãe estava presente em um show seu — acompanhada de sua filha, a quem apresentou ao público como uma futura grande guitarrista.

Cobertura: Cogumelo em Cena

Texto e Fototos por Lenilson Belga.

Fotos Shamangra

Fotos Devotee

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