A live band performing on stage with colorful lighting and an audience in front.

O dicionário é bem claro: polifonia significa multiplicidade de sons. Só esqueceram de avisar a galera da língua portuguesa que polifonia também pode significar a alma do som que vem do coração, espontâneo, verdadeiro. Um domingo de sorrisos e memórias que, em mais uma edição, resultou em um evento impecável.

Um evento de energia gigante, recheado de participações incríveis e feats com timing perfeito. A casa, o Vivo Rio, entregou conforto e ótimo atendimento: ar-condicionado com excelente vazão, estrutura bem organizada e um merch que era pura tentação: não teve quem não parasse para admirar o LP Ciano, da Fresno, logo na entrada. Galera da Time Bomb estavam nota 10.

Entre os destaques de apresentação, vem o Kamaitachi que traz para mesa uma fusão ótima de indie, jazz e blues, entregando um show de presença de palco impressionante. Extremamente comunicativo, viveu cada segundo no palco, trazendo a intensidade e conectando-se de forma direta com o público. Vale conferir o Acústico Kamaitachi – Parte 2!

A verdadeira pérola do dia, no entanto, foram os feats. O mais explosivo deles foi a presença de Thiago Nyemeyer, da Darvin, no show da Melton Sello na música Seu Juscelino, logo no show que abriram os trabalhos, já um recado de como seria aquela noite. E, mais tarde, já no show dos cariocas do Dibob, Caio Paranaguá, vocalista da Melton Sello, com alguns integrantes, retornaram ao palco em um momento de pura descontração e sintonia. Dedeco, frontman com presença de palco inconfundível entrega um ótimo spoiler para o público, o possível retorno aos palcos com a Scracho, trazendo para o palco o Diego Miranda, para cantar Foi Difícil.

Com duetos que fizeram muitos casais se abraçarem — e novos casais surgirem, se é que você me entende — Karen Jonz, Lucas Silveira e banda fizeram um set limpo e cheio de emoção. Os cariocas do Catch Side mostraram precisão cirúrgica no palco, e anotado no caderninho, “O Sonho Não Acabou” foi simplesmente épica!

E para encerrar a festa, a galera do Supercombo veio forte, com grande participação do público, em um show intenso com setlist precisamente organizado de sucessos, em sua primeira apresentação no Rio de Janeiro com a turnê do disco Caranguejo, e lembrando ainda que a segunda parte do álbum já está no forno. Entre os grandes destaques da noite, “Piloto Automático” como a cereja do bolo, e o feat com Kamaitachi, que retornou ao palco para “Infame”.

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