Cartaz da turnê Brasil 2026 da banda The Varukers, com datas e locais dos shows em várias cidades.

Lenda do punk britânico retorna ao país em maio com extensa tour que atravessa o underground brasileiro e reúne bandas da cena nacional em cada cidade

Quando o punk nasceu nas ruas sujas da Inglaterra no fim dos anos 70, ele não veio para ser moda, nem trilha sonora de nostalgia. Veio para ser barulho contra o sistema.

Entre os nomes que transformaram essa explosão em um verdadeiro campo de batalha sonoro está The Varukers, uma das bandas mais ferozes que emergiram da cena britânica.

Agora, mais de quatro décadas depois de sua formação, o grupo retorna ao Brasil para uma turnê extensa em maio de 2026, atravessando o país com uma sequência de apresentações que prometem reacender o espírito mais cru e politizado do punk.

Não se trata apenas de um show.
É um encontro direto com a história do gênero.

Formado em 1979 na cidade inglesa de Leamington Spa, o The Varukers surgiu no auge da explosão do movimento conhecido como UK82, vertente mais rápida, pesada e agressiva do punk britânico. Fortemente influenciados por bandas como Discharge, o grupo ajudou a moldar um som que se tornaria base para o hardcore punk e o crust que dominariam o underground mundial nas décadas seguintes.

Ao longo de mais de quarenta anos de carreira, a banda construiu uma discografia sólida e respeitada dentro da cena punk, com trabalhos que se tornaram referências do gênero, incluindo Bloodsuckers, Another Religion Another War e Led to the Slaughter. Letras afiadas, críticas ao militarismo, à desigualdade social e à opressão política sempre foram parte fundamental da identidade da banda.

Mas é no palco que os Varukers realmente mostram sua força.

Os shows são conhecidos pela intensidade direta e sem concessões: guitarras cortantes, bateria acelerada e vocais carregados de fúria política uma combinação que mantém a banda relevante e respeitada dentro do cenário punk mundial até hoje.


Turnê pelo Brasil

A tour brasileira acontece entre os dias 7 e 17 de maio de 2026, passando por diferentes regiões do país e conectando diversas cidades que mantêm viva a cultura punk e hardcore.

 

Datas confirmadas

7 de maio — Sorocaba | Asteroid Bar
8 de maio — São Paulo | Cine Joia
9 de maio — Ribeirão Preto | Don Kmaleon
10 de maio — Goiânia | Noise Festival
11 de maio — Brasília | Infinu Pub
12 de maio — Uberlândia | Kaos Pub
13 de maio — Patos de Minas | a confirmar
14 de maio — Divinópolis | Palco e Balcão
15 de maio — Belo Horizonte | Punk no Park
16 de maio — Rio de Janeiro | Cordão da Bola Preta
17 de maio — São José dos Campos | Hocus Pocus

Em São Paulo, o show acontece no tradicional Cine Joia, reunindo uma noite que promete ser uma das mais intensas da turnê.


Bandas de abertura

Cada cidade receberá bandas regionais e nomes conhecidos da cena underground brasileira, transformando a turnê em um verdadeiro encontro entre diferentes gerações do punk nacional.

No show de São Paulo, três nomes já estão confirmados para abrir a noite:

Eskrota

Três pessoas em uma foto com fundo vermelho; duas mulheres com cabelo longo e um homem com cabelo longo e barba, todos vestindo roupas escuras e acessórios de metal.

A banda Eskrota é uma das forças mais agressivas do underground brasileiro atual. Formado em São Paulo, o grupo mistura thrash metal, hardcore e punk, criando um som rápido, sujo e absolutamente destrutivo. Com riffs serrados e vocais agressivos, seus shows são conhecidos pela energia caótica e pelo contato direto com o público.

Conhecidas pela postura combativa e letras que abordam temas como opressão social, misoginia, violência e política, a banda se consolidou como um dos nomes mais intensos do crossover nacional.

Asfixia Social

Quatro músicos em um ângulo superior, segurando instrumentos como trompete e flauta, com expressões divertidas e enérgicas.

Representando o lado mais cru do punk nacional, Asfixia Social carrega no próprio nome a essência de sua proposta: denunciar o sufocamento social imposto por sistemas injustos.

O grupo transita entre hardcore punk, crust e d-beat, mantendo uma abordagem direta e politizada tanto nas letras quanto na performance ao vivo. Suas músicas abordam temas como desigualdade social, violência institucional e a realidade das periferias. No palco, a banda entrega apresentações intensas e caóticas, mantendo viva a tradição do punk como ferramenta de protesto.

A partir do dia 8 de maio, o Asfixia Social segue acompanhando toda a turnê brasileira dos The Varukers, reforçando a conexão entre o legado do punk britânico e a força combativa do underground nacional.

Ratas Rabiosas

Banda se apresentando no palco, com músicos tocando guitarra e bateria em ambiente iluminado.

Outra presença incendiária na abertura é Ratas Rabiosas, banda que vem conquistando espaço no cenário punk brasileiro com um som direto, urgente e absolutamente barulhento.

A banda mistura elementos do punk clássico e do hardcore, trazendo músicas rápidas, diretas e carregadas de crítica social. Suas apresentações são marcadas por intensidade e proximidade com o público, reforçando o espírito DIY que sempre esteve no coração da cultura punk.

Participação especial

Outro destaque da turnê é a participação de João Gordo, vocalista da lendária banda brasileira Ratos de Porão.

Figura fundamental na história do punk e do hardcore latino-americano, João Gordo representa uma ponte direta entre o underground brasileiro e a tradição do punk mundial. Sua presença na tour reforça o encontro entre duas cenas que, mesmo separadas por um oceano, compartilham a mesma essência: barulho, contestação e atitude.

Um encontro entre gerações do punk

Mais do que uma simples série de shows internacionais, a turnê dos The Varukers pelo Brasil em 2026 promete se transformar em um verdadeiro encontro entre gerações do punk.

De um lado, uma banda que ajudou a moldar a identidade do gênero no início dos anos 80. Do outro, artistas e bandas brasileiras que continuam carregando essa chama dentro do underground.

Porque o punk nunca foi apenas música.

É atitude.
É resistência.
É inconformismo.

E quando os Varukers sobem ao palco, uma coisa fica clara:

Quarenta anos depois, o barulho ainda continua necessário.

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