Evento acontece em 18 de dezembro, no Rio de Janeiro, reunindo diferentes momentos da música pesada brasileira em uma mesma noite

O Matanza Ritual Fest 2026 está de volta ao Rio de Janeiro. No dia 18 de dezembro, o Circo Voador, na Lapa, recebe uma noite que reúne Matanza Ritual, Gangrena Vodu e Catïça, colocando no mesmo palco diferentes trajetórias e linguagens da música pesada brasileira.
A realização é da Top Link Music e a programação começa às 20h, com abertura da casa. A Catïça inicia os trabalhos às 20h30, seguida pela Gangrena Vodu, às 21h40. O Matanza Ritual encerra a noite, com apresentação prevista para as 23h.
A escolha das atrações cria um encontro interessante entre diferentes momentos da cena. De um lado, o Matanza Ritual chega ao Rio carregando a trajetória de Jimmy London e o repertório construído desde a formação da banda. Do outro, a Gangrena Vodu mantém uma história particular dentro do metal brasileiro, enquanto a Catïça representa uma formação recente que vem construindo seu espaço entre punk, hardcore e metal.
Matanza Ritual retorna ao Rio com novo repertório

Formado em 2019 por Jimmy London, o Matanza Ritual nasceu depois do encerramento do Matanza e reuniu músicos de diferentes trajetórias do rock e do metal brasileiro.
Ao lado de London estão Felipe Andreoli, no baixo, conhecido principalmente por seu trabalho com o Angra, Antônio Araújo, na guitarra, ex-Korzus, e Amílcar Christófaro, na bateria, integrante do Torture Squad. A própria biografia oficial do grupo descreve a sonoridade do Matanza Ritual como uma combinação de hardcore, metal e country.
A proposta surgiu com a intenção de manter London ativo nos palcos, mas também abriu espaço para uma nova etapa artística. O Matanza Ritual passou a desenvolver repertório próprio e, em março de 2025, lançou A Vingança É Meu Motor, seu primeiro álbum de estúdio, com 13 faixas.
O disco representa um momento importante nessa trajetória porque consolida o Matanza Ritual para além da ideia de continuidade de uma história anterior. Existe agora um repertório autoral próprio, construído por essa formação.
A apresentação no Circo Voador acontece dentro dessa fase. A expectativa é de uma noite que reúna músicas de A Vingança É Meu Motor e faixas ligadas à trajetória de Jimmy London, mantendo também a característica performática que acompanha o vocalista desde os anos de Matanza.
O retorno ao Circo Voador também acontece depois de outras passagens recentes da banda pelo Rio. Em 2026, o Matanza Ritual esteve novamente na casa durante as seletivas cariocas do Porão do Rock, em uma apresentação que colocou a pista em movimento e combinou músicas do repertório mais conhecido com material do álbum recente.
Agora, a banda retorna em uma noite dedicada exclusivamente ao encontro entre diferentes nomes da música pesada.
Gangrena Vodu mantém uma identidade própria dentro do metal brasileiro

A segunda atração da noite será a Gangrena Vodu, nome atualmente utilizado pela formação associada à história da Gangrena Gasosa.
A trajetória do grupo ocupa um espaço particular dentro do metal brasileiro justamente pela construção do chamado Saravá Metal, uma mistura de música pesada com elementos da cultura e da religiosidade brasileira.
A presença da Gangrena Vodu acrescenta outra camada ao festival. Sua sonoridade não parte apenas das referências tradicionais do metal, mas de uma linguagem desenvolvida ao longo de décadas dentro da cena brasileira.
A atual denominação também está relacionada à disputa envolvendo o uso do nome Gangrena Gasosa. Por isso, para além da mudança de nome, a apresentação carrega uma história que continua atravessando diferentes fases da banda e do próprio metal nacional.
No Matanza Ritual Fest, a Gangrena Vodu ocupa o segundo horário da noite, com apresentação marcada para 21h40.
É um momento importante da programação porque coloca uma das linguagens mais particulares da música pesada brasileira ao lado de duas bandas que chegam de contextos diferentes.
Catïça abre a noite no Circo Voador

Quem começa a programação é a Catïça, banda de Londrina que surgiu em 2024 e vem construindo uma trajetória ligada ao punk, hardcore e metal.
A formação conta com Nobu nos vocais, Dedé no baixo, Wiu na guitarra e Jordão na bateria. Mesmo sendo uma banda recente, a Catïça já possui uma sequência de lançamentos e vem ampliando sua presença dentro da cena independente.
Entre os trabalhos estão Baixo Astral, lançado em 2024, Pedagogia da Vingança, de 2025, e Bongada Massiva, de 2026. Em julho deste ano, a banda também lançou Pé Vermei, single que marcou sua chegada ao catálogo da Deck.
A faixa trabalha justamente com a experiência de uma banda do interior do Paraná e com as imagens construídas em torno dessa origem. É uma característica que ajuda a entender parte da identidade da Catïça, que utiliza punk, hardcore e metal para falar sobre cotidiano, comportamento, conflitos sociais e experiências da própria geração.
Sua presença no Matanza Ritual Fest coloca uma banda de formação recente diante de um público que também acompanha nomes com uma história muito mais longa dentro do rock pesado brasileiro.
E esse contraste é um dos elementos mais interessantes da programação.
Três trajetórias diferentes no mesmo palco
O Matanza Ritual Fest 2026 não reúne apenas três bandas de música pesada.
A programação aproxima três momentos diferentes de uma mesma cena.
O Matanza Ritual chega com músicos experientes e com um repertório autoral que já ganhou forma própria. A Gangrena Vodu carrega uma história construída a partir de uma das experiências mais particulares do metal brasileiro. A Catïça, por sua vez, chega com uma trajetória recente e uma linguagem desenvolvida dentro do underground contemporâneo.
São caminhos diferentes, mas existe um ponto de encontro.
O palco.
É justamente nesses encontros que a cena se movimenta. Bandas de diferentes períodos dividem espaços, públicos e referências. Algumas carregam décadas de estrada. Outras ainda estão construindo sua história.
O resultado é uma programação que permite enxergar a música pesada brasileira não como uma cena estática, mas como um território em constante transformação.
Existe memória, existe continuidade e existe renovação.
No caso do Matanza Ritual Fest, tudo isso estará concentrado em uma única noite no Circo Voador.
O peso volta à Lapa
A escolha do Circo Voador também ajuda a dimensionar o encontro.
Localizada na Lapa, uma das casas mais importantes para a música ao vivo no Rio de Janeiro, a lona já recebeu diferentes gerações de artistas brasileiros e internacionais. Para uma programação como essa, o espaço funciona como ponto de encontro entre públicos que acompanham diferentes vertentes do rock pesado.
No dia 18 de dezembro, a sequência começa com a Catïça, passa pela Gangrena Vodu e chega ao Matanza Ritual.
A proposta é simples na estrutura, mas ampla nas possibilidades: uma noite inteira dedicada à música pesada, reunindo bandas com histórias, sonoridades e momentos distintos.
Para quem acompanha o underground brasileiro, também é uma oportunidade de observar como essas diferentes gerações ocupam o mesmo espaço e continuam movimentando uma cena que nunca deixou de produzir novas histórias.
Matanza Ritual Fest 2026
📅 Data: 18 de dezembro de 2026, sexta-feira
📍 Local: Circo Voador, Rua dos Arcos, s/nº, Lapa, Rio de Janeiro
🚪 Abertura da casa: 20h
🎤 Catïça: 20h30
🎤 Gangrena Vodu: 21h40
🔥 Matanza Ritual: 23h
🎟️ Ingressos: Eventim
🎸 Realização: Top Link Music
Matanza Ritual Fest 2026 acontece no dia 18 de dezembro e coloca Matanza Ritual, Gangrena Vodu e Catïça frente a frente no Circo Voador. Uma noite que reúne diferentes trajetórias da música pesada brasileira e mostra como novas gerações continuam ocupando o espaço deixado por quem abriu caminho antes delas.
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