Encontro marcado para 4 de dezembro reúne a mistura de ritmos do grupo paulista, mais de três décadas de trajetória do Código Penal e a nova fase da 9SHOT. A noite terá rap, hardcore, punk e metal, com apoio e mídia do Cogumelo em Cena.

Cartaz do show de Asfixia Social, Código Penal e 9SHOT no Gravador Pub, em Porto Alegre, em 4 de dezembro.

A primeira apresentação do Asfixia Social em Porto Alegre será acompanhada por duas bandas que também fazem da aproximação entre rap e música pesada uma parte importante de suas identidades. No dia 4 de dezembro, o grupo paulista divide a programação do Gravador Pub com Código Penal e 9SHOT, em uma noite que conecta diferentes trajetórias da cena independente.

A casa abre às 18h, e os shows começam às 19h. Os ingressos custam R$ 35 antecipadamente e R$ 50 na hora. O evento conta com apoio e mídia do Cogumelo em Cena.

O encontro reúne três momentos distintos: a estreia de uma banda com experiência internacional na capital gaúcha, a continuidade de um grupo que atua desde 1993 e a nova etapa de um quarteto porto-alegrense que retomou suas atividades em 2025.

Entre essas histórias, existe uma afinidade que vai além dos instrumentos ou dos gêneros musicais. Nas três propostas, o peso das guitarras encontra espaço para a palavra, para a crítica social e para narrativas ligadas à vida nas cidades. Cada banda desenvolve essa relação à sua maneira, formando uma programação com pontos de contato e identidades próprias.

ASFIXIA SOCIAL: GUITARRAS, METAIS E CULTURA DE RUA

O Asfixia Social chega pela primeira vez a Porto Alegre com uma sonoridade que atravessa punk, ragga, funk, ska, metal, hardcore e música brasileira. Essa variedade de referências está ligada à maneira como a banda articula sua música e às experiências que alimentam suas letras.

O cotidiano e o ativismo na periferia de São Paulo ocupam um lugar central nessa construção. A cultura de rua aparece tanto nos assuntos abordados quanto no diálogo entre linguagens musicais que, dentro da proposta do grupo, encontram espaço para conviver.

A presença de guitarras e metais amplia as possibilidades dessa combinação. O peso associado ao punk, ao hardcore e ao metal divide espaço com elementos rítmicos do funk, do ska e do ragga, oferecendo diferentes caminhos para a interpretação das letras.

Essa diversidade dá à estreia no Gravador Pub um interesse particular. Para o público que acompanha as aproximações entre rap e rock, a apresentação será uma oportunidade de conhecer ao vivo uma banda cuja proposta se estende por outras tradições musicais, mantendo a ligação com a realidade social de onde surgiu.

UMA TRAJETÓRIA QUE LEVOU O ASFIXIA SOCIAL ALÉM DO BRASIL

Embora a apresentação de dezembro marque a primeira passagem do Asfixia Social por Porto Alegre, o grupo já construiu uma trajetória de circulação internacional. Seu percurso inclui shows em Cuba e em diversos países europeus, além de participações no Rebellion Festival, na Inglaterra.

Essas experiências colocaram a banda em contato com diferentes públicos e circuitos, levando para fora do Brasil uma música ligada à periferia paulistana. A estreia na capital gaúcha acrescenta um novo destino a esse caminho.

Na discografia, trabalhos como “Da Rua pra Rua”, “Sistema de Soma” e “Bleeding in the Sun” registram etapas dessa produção. O percurso também reúne colaborações com BNegão, GOG, MV Bill e Joe Keithley, do D.O.A.

As parcerias ajudam a dimensionar os diálogos presentes na trajetória do Asfixia Social. De um lado, artistas com forte ligação com o rap, a palavra e a cultura urbana brasileira; de outro, a conexão com o punk e o hardcore internacional.

É nesse cruzamento que a banda desenvolve sua identidade. A apresentação em Porto Alegre coloca essa experiência em contato com dois grupos locais que também exploram as relações entre ritmo, riffs e discurso.

CÓDIGO PENAL: MAIS DE TRÊS DÉCADAS ENTRE O RAP E O HARDCORE

Representando a cena independente gaúcha desde 1993, o Código Penal chega ao Gravador Pub com mais de três décadas de história. Sua trajetória começou no rap, com bases eletrônicas e DJ, estabelecendo uma relação com a narrativa das ruas que continuaria presente nas transformações musicais da banda.

Ao longo desse caminho, o grupo incorporou hardcore, crossover, funk, soul e rapcore à sua linguagem. A ampliação das referências aproximou a origem no rap de outras possibilidades rítmicas e instrumentais, dando espaço ao peso sem abandonar a importância das letras.

Essa relação é fundamental para compreender a proposta do Código Penal. O hardcore dos anos 1990 se conecta à expressão política e às histórias urbanas que atravessam sua produção. A música se desenvolve a partir desse encontro entre intensidade sonora e conteúdo.

Na programação de dezembro, a banda representa uma trajetória construída ao longo de diferentes fases da cena independente. Sua presença também oferece um vínculo entre gerações: o grupo surgiu antes da formação da 9SHOT e leva ao encontro uma experiência que ultrapassa três décadas.

Ao lado do Asfixia Social, o Código Penal estabelece outro ponto de diálogo. Embora tenham percursos e referências próprios, os dois grupos compartilham o interesse em aproximar diferentes linguagens musicais de questões sociais e experiências do cotidiano.

9SHOT: RIFFS, RIMAS E UMA NOVA ETAPA DA PRODUÇÃO AUTORAL

Formada em Porto Alegre, em 2013, a 9SHOT completa a programação com uma proposta que reúne new metal dos anos 2000, rapcore, hardcore e funk metal. O quarteto trabalha a combinação entre riffs pesados, rimas e letras de crítica social.

Essas referências aproximam a banda de uma linguagem em que ritmo e peso caminham juntos. As guitarras dividem o espaço com a cadência das palavras, enquanto a influência do funk metal acrescenta outra dimensão à relação entre os instrumentos.

Depois de retornar à cena em 2025, a 9SHOT apresentou os singles “Não Vai Ser Como Eles Querem”, “Bagdá Ao Vivo” e “Olho do Dragão”, marcando uma nova etapa de sua produção autoral.

Os lançamentos dão contexto à participação no Gravador Pub. A banda chega ao evento em um período de retomada, com músicas apresentadas nessa fase e uma proposta que mantém a crítica social entre seus elementos centrais.

Sua presença reforça a participação da produção local na noite. Ao lado do Código Penal, a 9SHOT mostra outra geração da cena porto-alegrense que encontra no diálogo entre rap e música pesada um caminho para desenvolver seu trabalho.

DIFERENTES GERAÇÕES, AFINIDADES MUSICAIS E ESPAÇO PARA A PALAVRA

A programação do Gravador Pub permite observar como referências próximas podem resultar em propostas diferentes. O Código Penal parte de uma história iniciada no rap e ampliada pelo hardcore, pelo crossover e por outras influências. A 9SHOT articula elementos do new metal, do rapcore e do funk metal. O Asfixia Social acrescenta a esse encontro uma combinação que também passa pelo ska, pelo ragga, pelos metais e pela música brasileira.

A palavra ocupa um lugar importante nas três trajetórias. As letras estão ligadas à crítica social, à expressão política e ao cotidiano, estabelecendo uma conexão entre a música e o ambiente em que cada grupo desenvolveu seu trabalho.

Essas afinidades dão coerência ao encontro sem apagar as diferenças entre as bandas. A noite oferece ao público a possibilidade de acompanhar três maneiras de trabalhar o peso, o ritmo e a comunicação direta.

Também coloca em contato experiências de circulação distintas: uma banda paulista com passagens por palcos internacionais e dois grupos gaúchos em momentos próprios de suas carreiras. Para a cena local, o evento cria uma oportunidade de troca e de apresentação da produção autoral a públicos que podem chegar ao Gravador Pub por diferentes caminhos.

ESTREIA PAULISTA E PRODUÇÃO GAÚCHA NO MESMO ENCONTRO

A primeira passagem do Asfixia Social por Porto Alegre será, portanto, acompanhada por uma programação que valoriza as conexões com a música produzida na cidade. A experiência do Código Penal e a nova fase da 9SHOT ajudam a construir uma noite em que a atração visitante encontra interlocutores locais.

No dia 4 de dezembro, o Gravador Pub recebe esse encontro entre rap, hardcore, punk e metal, com abertura da casa às 18h e início dos shows às 19h. Os ingressos antecipados custam R$ 35, enquanto a entrada na hora será de R$ 50.

Com realização da Cogumelo em Cena, a apresentação reúne três bandas que colocam a produção autoral e a expressão social no centro de suas propostas — cada uma com sua história, suas referências e sua maneira de transformar essas experiências em música.

SERVIÇO — ASFIXIA SOCIAL, CÓDIGO PENAL E 9SHOT

Data: 4 de dezembro de 2026
Local: Gravador Pub
Endereço: Rua Ernesto da Fontoura, 962 — São Geraldo, Porto Alegre/RS
Abertura da casa: 18h
Início dos shows: 19h
Ingressos antecipados: R$ 35
Ingressos na hora: R$ 50
Realização: Cogumelo em Cena

Ingressos antecipados: https://gravadorpub.com.br/eventos/asfixia-social-codigo-penal-e-9shot

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