Na mesma noite em que o Ultimato representou o ABC, foi a vez da Terceira Guerra, direto de Belo Horizonte, mostrar por que é uma das bandas mais viscerais do hardcore nacional. O La Iglesia recebeu um show que foi puro confronto: riffs explosivos, letras afiadas e uma energia que incendiou a casa.

Um setlist de guerra

O show abriu com uma Intro carregada de tensão, preparando o terreno para “Desespero” e “Alvo nas Costas”, duas faixas que já jogaram o público no olho da tempestade. “Meu Inimigo” e “Eu Não Me Importo” deram continuidade à pancadaria sonora, trazendo à tona a agressividade típica da Terceira Guerra.

Na sequência, “Lados Opostos” e “Verdades Falsas” reafirmaram a força lírica da banda, que não se limita apenas ao peso instrumental: cada música é um manifesto contra as contradições e mentiras da sociedade.

O bloco final trouxe um ataque direto: “Make Racists”, com seu recado inegociável; “Acenda o Caos”, que fez jus ao título com moshpits insanos; e “Causa e Efeito”, encerrando a tempestade antes do bis com “Fortaleça”, uma faixa que uniu público e banda em um grito de resistência coletiva.

Impacto e entrega

O público, embora reduzido, se entregou como se estivesse diante de um festival lotado. No underground, essa intensidade é a moeda mais valiosa — e a Terceira Guerra soube transformar cada segundo no palco em confronto direto, sem espaço para neutralidade.

A noite em perspectiva

Com esse show, a Terceira Guerra mostrou que seu hardcore continua sendo uma arma contra injustiças e contradições. Não há concessões: apenas peso, verdade e a certeza de que, em tempos turbulentos, a música segue sendo trincheira e manifesto.

Texto Gmaglia

Fotos: PMelo & Gmaglia

Deixe uma resposta

Trending

Descubra mais sobre

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading