O dia 12/09 na Burning House foi um daqueles encontros históricos do metal extremo.O esquadrão da brutalidade começou cedo com Contortion, que abriu as cortinas do caos com riffs afiados e uma presença de palco visceral. O peso ancestral do Vulcano, lenda viva do metal nacional, incendiou ainda mais o ambiente, preparando o terreno para a avalanche sonora que viria. E então, o Malevolent despejou agressividade crua, deixando a plateia em estado de guerra. Quando o Krisiun subiu ao palco, não restou pedra sobre pedra. A abertura com “Kings of Killing” foi como um tiro de canhão, detonando tudo ao redor. Em seguida, “Ravager” e “Endless Madness Descends” mergulharam o público em um abismo de velocidade e violência musical. Cada riff era um golpe, cada batida de Max Kolesne uma explosão que sacudia a casa.
“Scourge of the Enthroned” e “Necronomical” trouxeram a atmosfera blasfema e apocalíptica que só o Krisiun sabe invocar, enquanto “Messiah’s Abomination” e “Serpent Messiah” ergueram hinos de guerra contra qualquer limite. O mosh pit virou um redemoinho de corpos, suor e destruição.
O ápice veio com “Conquerors of Armageddon”, um verdadeiro chamado para a aniquilação. Entre solos de bateria e guitarra, a técnica e a brutalidade dos irmãos Kolesne mostraram porque o Krisiun é uma das bandas mais respeitadas do death metal mundial.
A reta final, com “Blood of Lions” e a clássica “Black Force Domain”, foi pura demolição. A Burning House virou um templo profano, com fãs urrando cada palavra, cada riff, como se fosse uma invocação coletiva ao caos.
O Krisiun não apenas tocou. Foi uma celebração sonora, da irmandade do metal extremo e da certeza de que o Brasil segue reinando no cenário mundial com um de seus maiores exércitos.























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