
Lançado em 1968, o filme foi dirigido por Roman Polanski, baseado no livro de mesmo nome, escrito por Ira Levin (1929-2007)em 1967.
Considerado um dos filmes de terror psicológico mais icônicos de todos os tempos, O Bebê de Rosemary traz uma atuação marcante de Mia Farrow como Rosemary Woodhouse. É impossível não sentir empatia pela personagem diante de tudo o que o culto a faz passar ao longo da trama.

Destaque também para os atores que dão vida aos integrantes do culto: John Cassavetes (1929–1989) como Guy Woodhouse, Ruth Gordon (1896–1985) como Minnie Castevet e Sidney Blackmer (1895–1973) como Roman Castevet. As atuações de Ruth e Sidney são especialmente inquietantes, pois seus personagens se tornam o coração da trama infernal, conduzindo Rosemary por um caminho cada vez mais sufocante e perturbador.

Bora pras curiosidades sobre o filme:
Primeiro filme americano de Polanski – Antes dele, o diretor só havia trabalhado na Europa. Foi também o longa que o lançou em Hollywood.
Mia Farrow e Frank Sinatra – Durante as filmagens, Sinatra (na época marido de Mia) exigiu que ela abandonasse o filme para não prejudicar sua imagem. Como ela recusou, ele pediu o divórcio — os papéis chegaram para ela no set de filmagem.
Atriz quase cortada – A Paramount inicialmente queria outra atriz (como Tuesday Weld ou Jane Fonda), mas Polanski insistiu em Mia Farrow, convencido de que sua aparência frágil seria perfeita para Rosemary.
O cabelo icônico – A cena em que Rosemary corta o cabelo foi real: o corte foi feito por Vidal Sassoon, o cabeleireiro mais famoso da época, e virou tendência mundial.
Edifício Dakota – As cenas externas foram filmadas no prédio Dakota, em Nova York, onde John Lennon foi assassinado em 1980. O edifício já tinha fama de “amaldiçoado” antes mesmo do crime.
Tragédia com Sharon Tate – Um ano após o lançamento, a esposa de Polanski, Sharon Tate, grávida de 8 meses, foi brutalmente assassinada pela seita de Charles Manson. Muitos ligaram a tragédia ao filme, criando uma aura de maldição.
Possível participação de Tate – Sharon Tate aparece brevemente numa festa do filme (não creditada). Alguns fãs acreditam que ela foi figurante.
O bebê nunca aparece – Polanski decidiu nunca mostrar o rosto do bebê na cena final. Isso aumentou o impacto psicológico, pois cada espectador imagina sua própria versão do horror.
Sucesso inesperado – Foi o maior êxito de terror da época, ajudando a popularizar o gênero de “terror realista/psicológico” no cinema americano.
Influência no ocultismo pop – O filme saiu na mesma década em que a Igreja de Satã de Anton LaVey ganhava notoriedade. Isso reforçou o medo popular de cultos satânicos.
Indicação ao Oscar – Ruth Gordon (Minnie Castevet) ganhou o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por sua atuação excêntrica.

Perto de completar 60 anos, o filme segue firme nas listas de muitos fãs quando o assunto é terror psicológico. A trama é tão intrigante que prende até o último minuto e, no fim, cada pessoa que assiste acaba criando a sua própria imagem do bebê satânico.









Texto: Marcelo Kiss








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