No dia 13 de setembro de 2025, o Burning House foi palco de uma noite de peso que começou com a fúria juvenil da Thramentor, banda paulistana que, mesmo com idades entre 16 e 17 anos, já mostra maturidade e gana para assumir o futuro do thrash nacional.
O quarteto formado por Murilo (guitarra e vocal), Pedro Campos (guitarra solo), JG (baixo) e Bene (bateria) abriu o show com “Thunder’s” e já mostrou a que veio: riffs agressivos, energia explosiva e uma presença de palco que não deve nada a bandas veteranas.
O setlist foi uma verdadeira maratona de pancadaria, misturando músicas autorais e covers que homenageiam as raízes do thrash. Entre os pontos altos, o público vibrou com o novo single “Emancipation”, recebido como um hino, e com os clássicos revisitados, como “The Four Horsemen” e “Powerslave”, que incendiaram a casa e trouxeram ainda mais intensidade, misturando protesto e agressividade, enquanto “Genocide” encerrou a apresentação em clima de destruição coletiva.
Apesar da responsabilidade de abrir a noite, a Thramentor conquistou o Burning House com facilidade. A plateia respondeu com rodas tímidas que foram crescendo a cada faixa, punhos erguidos e gritos de apoio, mostrando respeito e entusiasmo pelo talento da nova geração.
A apresentação deixou claro que a Thramentor não é apenas uma promessa: é uma banda que já entrega um show digno de palco grande. O som cru, direto e cheio de referências aos anos 80, aliado à juventude e à atitude, prova que o thrash metal segue vivo e em boas mãos.
Texto: Gmaglia
Fotos: Gmaglia e PMelo
































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