
A frase “Sometimes Dead is Better” – “Às vezes, morto é melhor” é dita por Louis Creed, um personagem que tenta reanimar o filho da morte em O Cemitério Maldito. No entanto, ele descobre que o que voltou não é o filho, mas uma criatura pior do que a morte, o que o leva a reconhecer que a morte original seria mais vantajosa.
Mais uma clássica adaptação de um livro do mestre Stephen King pra telona. O livro foi lançado em 1983, já o filme foi pros cinemas em 1989. Dirigido pela querida Mary Lambert (73), o filme foi um sucesso de bilheteria na época, contrariando os próprios produtores que não estavam apostando muito no longa.

A história acompanha a família Creed, que se muda para uma casa próxima a uma estrada perigosa e a um estranho cemitério de animais usado pelas crianças da região. Logo eles descobrem, através do vizinho Jud Crandall, que existe um antigo cemitério indígena atrás desse local, com poderes sobrenaturais capazes de trazer os mortos de volta à vida. Mas o que retorna não volta do mesmo jeito…
Entre os destaques do filme estão:
O gato Church, que retorna “diferente” após ser enterrado no cemitério;
O pequeno Gage Creed, vivido por Miko Hughes, cuja atuação arrepiante marcou gerações de fãs do gênero;
O clima de horror psicológico e sobrenatural, que mistura luto, obsessão e consequências da tentativa de driblar a morte.


Bora pras curiosidades do filme:
Stephen King como ator – O autor aparece em uma participação especial como o padre que conduz o funeral de Missy Dandridge.
Baseado em uma experiência real – King teve a ideia do livro quando seu gato foi atropelado e ele precisou explicá-lo para a filha pequena. A casa dele ficava próxima a uma estrada movimentada, inspiração direta para a história.
Livro “maldito” – O próprio King não queria publicar Pet Sematary por considerá-lo sombrio demais. A obra só saiu porque a editora precisava cumprir contrato.
Ramones na trilha sonora – King, grande fã da banda, pediu uma música original. Eles compuseram “Pet Sematary”, que virou um dos clássicos do grupo.
Atuação do pequeno Gage – Miko Hughes, com apenas 3 anos, interpretou o filho Gage Creed. Suas cenas assustadoras ainda são lembradas como um dos pontos altos do filme.
Mudanças do livro para o filme – Algumas mortes foram adaptadas para caber na narrativa de 1h40. Ainda assim, o filme é considerado uma das adaptações mais fiéis de King.
O cemitério é real? – O “Pet Sematary” mostrado foi construído especialmente para o filme, mas inspirado em um verdadeiro cemitério de animais próximo à casa de King em Orrington, Maine.
O gato Church – Foram usados vários gatos para interpretá-lo. Todos eram da raça British Shorthair, tingidos para manter a cor cinza uniforme.
Sucesso inesperado – Feito com orçamento de cerca de US$ 11 milhões, arrecadou mais de US$ 57 milhões, se tornando um hit de bilheteria.
Sequência polêmica – Pet Sematary II (1992), também dirigido por Mary Lambert, não teve o mesmo sucesso e foi mal recebido, mas hoje tem status cult entre fãs de trash dos anos 90.

Esse é outro grande filme que sempre aparece — e sempre aparecerá — nas listas dos fãs quando o assunto é um ótimo filme de terror. Ponto para Stephen King e, principalmente, para Mary Lambert, pela excelente direção.

Texto: Marcelo Kiss – Terror Maniacs














Deixe uma resposta