
O Opinião respirava ansiedade e expectativa naquela noite de 02/11. Antes do Masterplan tomar o palco, foi a vez do Phornax reafirmar — com força, personalidade e teatralidade — por que é um dos nomes mais sólidos e distintos do metal gaúcho atual.
A abertura com “Hell’s Paradise” foi um golpe certeiro: atmosfera densa, riffs cortantes e um palco já tomado pela intensidade de Cristiano Poschi, cuja presença dominou o ambiente como um narrador sombrio guiando o público por um universo macabro. Poschi não apenas canta — ele encarna cada letra, cada dor e cada ascensão épica construída pela banda.
As guitarras de Deivid Moraes e Eduardo Martinez se complementaram com precisão cirúrgica — alternando agressividade, melodia e peso, criando camadas sonoras que dialogam com a dramaticidade visual do show. Ao lado deles, Sfinge Lima entregou um baixo robusto, orgânico e cheio de groove; o tipo de alicerce que sustenta tanto o peso quanto os momentos mais atmosféricos.
Na bateria, Mauricio “Bomba” manteve a máquina em alta rotação, alternando entre passagens brutais e dinâmicas bem construídas — um motor constante e poderoso que não deixou o clima baixar um segundo sequer.
O setlist foi matador, conduzindo a plateia por mares turbulentos e cenários apocalípticos. Destaque especial para “Final Beat”, que ganhou vida extra com a presença hipnotizante da dançarina Aline Mesquita, trazendo sensualidade e teatralidade sombria na medida exata — um momento que arrancou olhares e elevou ainda mais a performance.
Em “Between Fear and Hope”, faixa que encerrou o set, a banda deixou claro: o Phornax não está apenas tocando metal — está contando histórias de dor, glória e redenção em forma de espetáculo.
Se alguém ali ainda não conhecia a força do Phornax, saiu convertido.
Foi uma apresentação madura, segura e intensa — uma banda em plena forma, levando consigo a bandeira do metal gaúcho com orgulho, peso e alma.

























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