Zeca Baleiro em um show emocionando o público, vestido com uma camisa rosa e boné, gesticulando enquanto canta ao microfone em um auditório escuro.

Homenagens a Lô Borges e aos gaúchos Hermes Aquino e Nelson Coelho de Castro, além das versões de “Céu Azul” e “Proibida pra Mim”, de Chorão (Charlie Brown Jr.), deram o tom do espetáculo. O show intimista e emocionante que Zeca Baleiro apresentou ao lado de Adriano Magoo, na última sexta-feira (28/11), no Auditório Araújo Vianna, em Porto Alegre, intitulado “Piano”, foi um desfile de referências e de muitas músicas autorais importantes de sua carreira, além de trocas afetuosas com a plateia. Sempre com seu indefectível boné, é claro.
Com Magoo alternando piano e acordeom, e Zeca no violão e voz, a apresentação — que quase, mas não chegou a lotar o auditório — começou com cerca de meia hora de atraso. Logo no início, Baleiro pregou um pequeno susto ao público ao fingir que seria ele o responsável pelo piano, antes de chamar “o pianista de verdade”, Magoo. Um prenúncio do que viria pela frente: leveza, brincadeiras e música sem pausa.


Para alegria dos fãs, não faltaram sucessos que atravessam gerações, como “Telegrama”, “Mamãe Oxum”, “Vapor Barato”, “Quase Nada”, “Bandeira”, “Babylon” e “Disritmia”. Ganhador de diversos Grammy Latino, como, em 2021 (melhor álbum de Música Popular Brasileira, por Canções d’Além-Mar), Baleiro segue misturando rock, samba, pop, forró, música regional maranhense e pontos de Umbanda com naturalidade de quem domina a própria linguagem.
Um dos momentos mais emocionantes da noite veio com “Nuvem Passageira”, clássico do gaúcho Hermes Aquino. Com a voz mais rouca do que nos anos 90 (Zeca completa 60 anos em 2026) o cantor surpreendeu ao tirar do bolso um kazoo, instrumento de sopro japonês, e brincou ao aconselhar que ninguém tenha um em casa se não quiser “incomodar os vizinhos”.

Texto: Livia Meimes

Foto: Marco Farias

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