Show da banda Graforreia Xilarmônica no Bar Opinião em Porto Alegre, com músicos se apresentando sob luzes coloridas e público animado.


Celebrar os 40 anos da Graforreia Xilarmônica e os 30 anos do clássico álbum Coisa de Louco II foi a missão de mais de mil pessoas na última quinta-feira (27/11), no Bar Opinião, em Porto Alegre. Mas os números mais impressionantes da banda, dona de uma das sonoridades mais autênticas do rock gaúcho (quiçá, nacional), aparecem quando ela se encontra com o público. E o público da Graforreia, que transformou Amigo Punk em hino, é quase uma seita.
Fiel e com as letras na ponta da língua, o contingente de fãs do humor afiado de Frank Jorge (baixo e vocal), Carlo Pianta (guitarra e vocal) e Alexandre Birck (bateria) cantou absolutamente tudo em coro. A noite, que começou com um leve atraso, foi aberta pela feliz Hibizco, que subiu ao palco às 21h. Formado por Yan Maia, Ber Cecchetto, Raquel Pianta e Fran Goya, o quarteto mostrou um pop rock dançante, sincero e solar, num clima perfeito para aquecer a casa. Eles também anunciaram que o novo trabalho está quase saindo do forno e agradeceram ao produtor Edo Portugal. Quem quiser conhecer mais pode acompanhar o @hibizco.
O reencontro da Graforreia com sua grande turma aconteceu às 21h40min, após um longo período longe dos palcos. E foi direto ao ponto: começaram com “Patê” e levaram o público ao delírio, em um show que se estendeu por cerca de duas horas. O repertório passeou não só por Coisa de Louco II (1995), mas também por Chapinhas de Ouro (1996), álbum que, segundo Frank, ganhará edição em vinil nos próximos dias. Sempre acompanhados por vozes apaixonadas, emendaram as faixas num show emocionante, com músicas mais e menos conhecidas, com destaque para “Você foi embora”, “Amigo Punk”, “Eu”, “Nunca diga” e muitas outras (ver setlist).


Com suas melodias assobiáveis, a personalidade irreverente e a força de quem é dona da própria história, a Graforreia mostrou, mais uma vez, ser atemporal. Provou que seu legado atravessa gerações, mas sem dúvida se encontra mais forte com quem viveu os anos 80 e 90, a maioria visível na plateia, ávida pelas memórias afetivas que o grupo desperta. E, pelo entusiasmo demonstrado, o público não está disposto a deixar que a banda fique tanto tempo longe dos palcos novamente.

Set list
Patê
Eu digo 7
Você foi embora
Bagaceiro chinelão
C.I
Baby
Empregada
Twist
Amigo Punk
Nunca diga
Benga minueto
Denis
Meus dois amigos
Matar os dois
Picardia
Buda Baby
Eu
Literatura brasileira
Beethoven
Grito de Tarzan
Chapolin
Fulvio Silas
Se você não quis
Com amor, muito carinho
Rancho

Texto: Livia Meimes

DFotos: Gmaglia

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