
Produtor à frente da Top Link Music e um dos nomes mais influentes da história recente do rock e do heavy metal no Brasil, Paulo Baron vem compartilhando nas redes sociais parte de um acervo que poucos no país — ou fora dele — poderiam reunir. Não se trata apenas de coleção, mas de memória material da estrada: guitarras que carregam cicatrizes, assinaturas, histórias improváveis e encontros com gigantes como Slash, Michael Schenker, Jimmy Page, Carlos Santana e Gary Moore.
Em vídeos publicados recentemente, Baron apresenta instrumentos que funcionam como verdadeiros documentos de bastidor, marcados não apenas pela raridade, mas pelo contexto em que chegaram até suas mãos.
“Tenho muitas coisas de coleção que fui ganhando ao longo desses 36 anos trabalhando com música. Mas essas guitarras têm um simbolismo muito especial pra mim”, explica.
A Epiphone “arremessada” por Slash e sobrevivente de Wembley
Uma das histórias mais surpreendentes envolve uma Epiphone ligada diretamente a Slash e ao Freddie Mercury Tribute Concert, realizado em 1992, no lendário Estádio de Wembley, em Londres. Na época com apenas 22 anos e morando na Inglaterra, Baron conta que conseguiu credencial para atuar como roadie e auxiliar a equipe do guitarrista do Guns N’ Roses.
Durante a passagem de som, uma Epiphone foi colocada à disposição “apenas para teste”. A reação de Slash, segundo o relato, foi tudo menos diplomática.
“Ele tocou um pouco e falou: ‘Essa guitarra é uma merda’, e jogou a guitarra”, relembra Baron, com franqueza. O instrumento caiu, quebrou e poderia ter sido descartado — mas acabou ganhando uma história.
Em vez de restaurar completamente o dano, Baron optou por preservar a marca do episódio, mantendo a costura improvisada com cabos, como uma cicatriz assumida. No dia seguinte, ao contar a história para Slash no hotel, recebeu no próprio instrumento uma dedicatória com desenho e data: 1992.
Com o passar dos anos, a guitarra ganhou ainda mais peso histórico: foi assinada por Gary Moore, Carlos Santana e traz, em um detalhe quase apagado pelo tempo, a assinatura de Jimmy Page.
▶ Assista ao vídeo:
A guitarra que virou cápsula do tempo do Scorpions
Em outro vídeo, Baron apresenta uma guitarra que define como “muito especial” — e não por acaso. O instrumento pertenceu a Michael Schenker e se transformou, ao longo dos anos, em uma espécie de registro vivo da história do Scorpions.
Além da ligação direta com Schenker, a guitarra reúne assinaturas de diferentes fases da banda alemã, incluindo Rudolf Schenker, Klaus Meine, Matthias Jabs, Mikkey Dee e James Kottak.
“Todos esses estiveram aqui em casa e foram assinando”, conta. A peça ainda guarda palhetas acumuladas ao longo dos anos, como pequenos fragmentos físicos de encontros que ajudaram a construir a trajetória do rock mundial.
▶ Assista ao vídeo:
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