
Duas das maiores bandas da história do rock nacional, deram um verdadeiro presente para a cidade de São Paulo em seu aniversário de 472 anos, foi uma celebração de atitude, memória e sobrevivência do rock feito no Brasil.
Nem as nuvens escuras que anunciavam chuva forte sobre a cidade espantaram o público que lotou o Centro Cultural São Paulo na tarde do domingo, 25 de janeiro. Não era apenas o aniversário da capital paulista — era dia de celebrar o rock brasileiro.

Na estrada desde 1967, o Made in Brazil soma 58 anos de carreira — e contando. A banda está trabalhando em mais um álbum de inéditas, intitulado Resistência, e já vem apresentando nos shows a música “Eu Quero Rock, Eu Quero Roll”. Com sonoridade 100% fiel à identidade do Made, a faixa é sempre recebida com entusiasmo: mesmo sendo um som “novo”, o público cantou o refrão com força.
O querido e lendário Oswaldo Vecchione, à frente da banda desde 1967, é uma lenda viva da música brasileira. Cantando e tocando gaita como ninguém, foi emocionante, para mim como fã, vê-lo no palco.
A banda, como um todo, emana uma energia incrível, realmente contagiante do começo ao fim. Os grandes clássicos foram cantados em coro pelo público, criando um clima de comunhão e celebração.
O setlist foi simplesmente surreal de tão bom, reunindo clássicos como “Eu Quero Mesmo é Tocar”, “Vou Te Virar de Ponta-Cabeça”, “Pauliceia Desvairada”, “Eu Quero Rock, Eu Quero Roll”, “Gasolina”, “Os Bons Tempos Voltaram”, “Jack, o Estripador”, “Anjo da Guarda”, “Minha Vida é Rock ’n’ Roll” e “Uma Banda Made in Brazil”, que encerrou o espetáculo com chave de ouro.

Na sequência, o 365 comandou as comemorações do aniversário de São Paulo. Banda fundamental para a história da cidade, eles são os responsáveis por criar um verdadeiro hino em sua homenagem — uma canção que traduz com precisão o sentimento de quem vive e respira São Paulo.

Eles carregam em suas veias o punk rock paulista do começo dos 80, isso sempre ficou claro no som e nas letras que sempre retratam realidades do cotidiano.
Formada em 1983 por ex-integrantes do Lixomania e do Psykóse, a 365 lançou seu álbum de estreia, homônimo, em 1987. O disco é um retrato cru e honesto do rock paulistano dos anos 80, capturando o ritmo acelerado da cidade e suas tensões cotidianas. Com uma mistura direta de rock, new wave e punk rock, o álbum aposta em guitarras simples, refrões fortes e letras que falam sem filtro da vida urbana — suas pressões, rotinas e contradições. Muito por isso, os fãs de rock da época se indentificaram demais com a banda e seguem curtindo o som da banda até os dias de hoje.
Como não poderia ser diferente, o set foi um verdadeiro desfile de hinos que atravessam mais de 40 anos de carreira. Clássicos como “Nunca Mais Seremos os Mesmos”, “Só Armas Não Fazem a Revolução”, “Berço Esplêndido”, “Manhã de Domingo”, “Cegos Movimentos”, “Canção para Marchar”, “Grândola, Vila Morena”, “London Calling” (cover do The Clash) e, claro, “São Paulo” transformaram o show em uma celebração gigante, levantando o público e fazendo o aniversário da cidade ficar ainda mais histórico.

Felizes foram aqueles que puderam presenciar essa grande festa — ainda mais em um espaço que exala cultura por todos os cantos, como o CCSP. Um lugar onde pessoas de todas as idades e origens convivem sem preocupações, em um ambiente marcado pelo respeito e pela harmonia.
O dia 25 de janeiro de 2026 ficará marcado para sempre na história de São Paulo. Mais uma vez, o rock se mostrou vivo, pulsante e forte como nunca.
Instagram do CCSP: https://www.instagram.com/ccspoficial/
Instagram do Made in Brazil: https://www.instagram.com/bandamadeinbrazil/
Instagram da 365: https://www.instagram.com/banda365_oficial/
Texto: Marcelo Kiss













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