A concert scene featuring a large screen displaying the text 'SHE PAST AWAY' in a stylized font, illuminated by purple stage lights, with a silhouette of the audience in the foreground.

Para muitos, parecia apenas mais um show no meio da semana. Mas, desde o anúncio da apresentação do She Past Away, os fãs já sabiam exatamente como seria a noite do dia 28 de janeiro. Do lado de fora da Vip Station, na zona sul de São Paulo, o público começava a chegar — todos no estilo que o espetáculo merecia: rostos pintados, maquiagens carregadas, calças e vestidos pretos, criando o clima perfeito antes mesmo das portas se abrirem.

Na discotecagem, enquanto as bandas se preparavam para subir ao palco, só grandes clássicos do pós-punk dos anos 80 tomavam conta do ambiente — Echo & The Bunnymen, The Sisters of Mercy, The Cure — elevando ainda mais a atmosfera e preparando o terreno perfeito para a noite que estava por vir.

Após a ótima discotecagem, o Nefast Project abriu os trabalhos da noite. Mauren McGee, Joe Klenner e Ianm Bueno entregaram um pocket show intenso, animando o público desde os primeiros minutos. Com uma performance marcante da vocalista Mauren, a banda aqueceu a casa e preparou o terreno perfeito para a próxima atração da noite.

A live performance by three musicians on stage, with a vivid red background featuring a silhouetted figure. The lead singer is wearing a stylish outfit and cape, while the other performers are using electronic instruments.

Na sequência, os paulistanos do When I Die, subiram no palco, a banda, formada por Juliana Chacon, Johnny Monster, Jeff Molina, Jaques Molina e Joe Klenner mostraram logo de cara que não estavam ali para brincadeira. A sonoridade da banda mescla pós-punk e darkwave, um som que eles próprios definem como “Dark Music from Hell”. Há muita personalidade envolvida – tanto na presença de cada integrante quanto nas composições – resultando em uma identidade forte, sombria e absolutamente própria.

A live music performance featuring a rock band on stage with dramatic lighting and an audience in the foreground.

Após alguns minutos de preparação do palco, a atração principal da noite, os turcos do She Past Away, finalmente subiram ao palco. Volkan Caner e Doruk Öztürkcan foram recebidos com enorme entusiasmo pelos fãs, e dali em diante o público entrou em total delírio a cada introdução de música, mantendo a intensidade do começo ao fim da apresentação.

Desde o início do show, a casa foi completamente tomada pela fumaça e pelo jogo de luzes — elementos fundamentais e já característicos, que ajudaram a construir uma atmosfera ainda mais sombria, densa e envolvente.

A silhouette of a performer on stage with colorful lights illuminating the background, surrounded by a crowd raising their hands and taking photos.
Silhouette of a musician playing guitar on stage, with colorful spotlight effects and a crowd in the foreground.

Clássicos da banda como Durdu Dünya, Ritüel e Kasvetli Kutlama elevaram a temperatura da Vip Station ao seu ponto máximo. Naquele momento, o objetivo de deixar todos os presentes completamente envolvidos na atmosfera sombria e hipnótica que o som da banda propõe já havia sido plenamente alcançado.

O público brasileiro se mostrou, mais uma vez, fiel e caloroso do início ao fim. O She Past Away se despediu com a promessa de “nos vemos em breve” — e, sem dúvida, eles não esquecerão o carinho, a entrega e a admiração que receberam do público naquela noite.

Com produção da Caveira Velha Produções, o evento foi simplesmente sensacional — algo perceptível na reação do público antes, durante e depois dos shows. São Paulo prova, mais uma vez, que é território de diversidade: aqui há espaço para todos os públicos, sempre guiados pelo respeito, pela resistência e pela força da cena underground.

Texto: Marcelo Kiss

2 respostas a “SHE PAST AWAY, WHEN I DIE E NEFAST PROJECT TRANSFORMARAM A VIP STATION EM UM TEMPLO PÓS-PUNK”

  1. Todos entregaram tudo de si naquela noite: os músicos, os funcionários, os fãs. Por mais clichê que possa soar, digo sem dúvidas que a experiência foi única. Sou suspeita em dizer, mas não teve um segundo que eu não estava 100% envolvida no contexto do show. Dancei até dizer chega (e quem disse foi a banda, pois, por mim, teria continuado por horas; o tempo voou e quando percebi tinha acabado). Melhor quarta feira deste mês! Ansiosa pelo retorno de She Past Away, alegre por conhecer novas músicas, como as de When I Die.

    1. O público estava sensacional né, é outro clima, a ambientação que as bandas criaram também até chegar o She Past Away. Realmente foi uma ótima quarta-feira, bom pra começar o ano bem, e a galera que tava no show saiu bem animada no fim. Satisfação de todos os presentes.

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