Quatro músicos em um ambiente clássico e escuro, com uma mulher no centro sentada em uma cadeira vermelha, vestindo roupas escuras e com cabelos longos e coloridos. Os outros membros estão posicionados ao redor, cada um com uma expressão e pose distintas.

O Torture Squad lançou no último sábado, 24 de janeiro, o videoclipe de “Buried Alive”, faixa que conta com a participação especial de Andreas Kisser. O vídeo é o nono clipe oficial do álbum Devilish (2023), lançado pelo selo italiano Time To Kill Records, e aprofunda ainda mais o discurso visceral da banda sobre resistência, saúde mental e identidade underground.

Gravado na Pista de Skate da Saúde, um dos espaços mais simbólicos da cultura alternativa paulistana, o clipe une música extrema, skate e atitude em uma performance intensa e crua. O local não foi escolhido por acaso: além de representar a subcultura urbana, carrega uma ligação direta com a história da banda, formada na Zona Sul de São Paulo, entre os bairros do Ipiranga e Vila das Mercês.

Dirigido por Rodrigo Borrero, da Agência Brasília, o vídeo traduz visualmente as fortes influências do crossover hardcore presentes na música, reforçando o skate e o metal como válvulas de escape, expressão coletiva e sobrevivência emocional dentro do cenário underground.

A vocalista Mayara Puertas revela que a letra nasceu em um momento real e delicado de sua vida:

“Escrevi a letra de ‘Buried Alive’ enquanto estava tendo uma crise de pânico real, então foi um desabafo. As pessoas tendem a minimizar o sofrimento de quem enfrenta essas doenças, muitas vezes acreditando que tomar a medicação é suficiente, que é falta de esforço ou até mesmo falta de ‘Deus’. É uma luta constante, e nessa música eu relato como foi passar por tudo isso.”

O baterista Amílcar Christófaro também comenta a forte conexão entre skate, metal e a trajetória do Torture Squad, além da importância simbólica da participação de Andreas Kisser:

“Skate e metal sempre andaram lado a lado. A pista da Saúde foi um presente para os skatistas do bairro. Quando ela foi inaugurada, em 1994, eu já estava parando de andar por causa da banda. Ver os clipes do Suicidal Tendencies me fazia sonhar em gravar algo assim com o Torture Squad. Esse é o momento perfeito. A mensagem da May é poderosa, e a participação do Andreas é ultra especial. Ele e o Sepultura não só nos influenciaram musicalmente, mas mostraram que era possível.”

Com a presença de skatistas locais, “Buried Alive” se consolida como um manifesto audiovisual da cultura underground, unindo som, movimento, coletividade e atitude.


🔥 Devilish: maturidade, peso e identidade

Devilish marca o segundo álbum da banda com a formação atual — Mayara Puertas (vocais), Rene Simionato (guitarra), Castor (baixo) e Amílcar Christófaro (bateria) — e apresenta um Torture Squad ainda mais maduro. O disco amplia as fronteiras do thrash/death metal ao incorporar elementos progressivos, influências da música brasileira, passagens sinfônicas e colaborações marcantes.

Além de Andreas Kisser em “Buried Alive”, o álbum traz:

  • Leather Leone (Chastain) na faixa “Warrior”, uma homenagem a Rickson Gracie
  • Alex Nasser na percussão árabe de “Hell Is Coming”
  • Músicos ligados às causas indígenas em “Uatumã”, com falas do líder Raoni Metuktire, em um apelo direto pela preservação da Amazônia

O disco conta ainda com uma série de videoclipes de alta produção, incluindo “Hell Is Coming”, “Flukeman”, “Warrior”, “Sanctuary”, “Thoth”, “Mabus”, “Find My Way” e “Magnum Chaos”.

Gravado e mixado por Diego Rocha (Bay Area Estudios) e masterizado por Martin Furia (Destruction), Devilish reafirma o Torture Squad como uma das bandas mais viscerais e relevantes do metal extremo atual.

Com quase três décadas de estrada, o grupo soma turnês pela América Latina e Europa e um feito histórico: tornou-se uma das únicas bandas brasileiras a tocar quatro vezes no Wacken Open Air, incluindo a edição de 2025.


🔗 Serviço

▶ Assista ao videoclipe “Buried Alive”
▶ Ouça o álbum Devilish nas plataformas digitais
▶ Versão física disponível com distribuição nacional pela Sound City Records e Valhall Music


Capa do álbum 'Devilish' da banda Torture Squad com um design sombrio e elementos macabros, apresentando uma face demoníaca em tons de vermelho, adornada com chifres e olhos brilhantes.

Gênero: Thrash/Death Metal
 Selo: Time To Kill Records
 Faixas:

01 Hell is Coming
02 Flukeman
03 Buried Alive
04 Warrior
05 Sanctuary
06 Uatumã
07 Thoth
08 Mabus
09 Find My Way
10 Gaia
11 Farewell To Mankind
12 The Last Journey
 

Produção: Diego Rocha e Torture Squad
 Gravação e mixagem: Diego Rocha (Bay Area Estudios)
 Masterização: Martin Furia
 Formação:
Mayara “Undead” Puertas – Vocais
Rene Simionato – Guitarras
Castor – Baixo
Amilcar Christófaro – Bateria
 Arte da Capa:  Marcelo Vasco
 Fotografia:  Heitor Shevchenko
 

TORTURE SQUAD online:

Website: https://www.torturesquad.com.br/
Facebook: https://www.facebook.com/torturesquad
Instagram: https://www.instagram.com/torture_squad/
Spotify: https://spoti.fi/3S8rjXa

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