A close-up of a TDK D-C60 audio cassette tape with visible labels and tape reels.

Uma mídia muitas vezes subestimada diante do sucesso das vendas dos discos de vinil está de volta. Em plena era do streaming, as fitas cassete ressurgem para a alegria de diferentes gerações — desde quem descobriu (e gravou) muita música com elas até a geração Z, que adotou o charme do vintage como estilo de vida.

Produções brasileiras e internacionais já estão se apropriando desse formato, que retorna com design diferenciado e tiragens limitadas. A experiência também faz parte do encanto: rebobinar a fita (com uma caneta Bic, é claro), virar o lado e ouvir álbuns completos, valorizando cada faixa. Sem falar nas gravações de coletâneas próprias ou diretamente do rádio, um hábito que marcou o imaginário de quem viveu essa época.

(Não posso negar: sou fã desse formato, que, na minha visão, foi substituído muito rápido pela chegada dos CDs. Mais caros, eles se tornaram menos acessíveis para muitas pessoas, ao contrário das queridas cassetes, que democratizaram o acesso à música.)

Criada na década de 1960, a fita cassete teve seu auge entre os anos 1970 e 1990, utilizando tecnologia magnética em sua fabricação. Seu retorno pode estar mais ligado à experiência afetiva e nostálgica do que a uma mudança efetiva no comportamento de consumo. Ainda assim, o fato de artistas voltarem a gravar e lançar as “fitinhas” mostra que o apreço pelo formato analógico é mais comum e saudável do que se imagina.

Na cena musical, tanto internacional quanto brasileira, já existem lançamentos em K7 de artistas como Taylor Swift, Arctic Monkeys, Metallica e Nirvana, entre outros. No Brasil, bandas como Baiana System, Zumbis do Espaço, WRY, Uzômi, The Bombers, Agrotóxico e Lixomania também vêm apostando no formato, seja para lançar novos ou antigos trabalhos.

An album cover in a transparent case featuring abstract geometric artwork, accompanied by two black cassette tapes displaying labels with circular dials.
A bright red cassette case with the word 'SINGLES' in yellow on the side, featuring two yellow cassette tapes with a colorful illustration of a face.

Nesse sentido, colecionadores podem usufruir não apenas de artigos novos, mas adquirir peças de segunda mão em antiquários, briques e na própria internet. Nesse último caso, a dica é dar uma olhada nos reviews para saber se o produto está bem avaliado e não vai decepcionar na hora de colocá-lo para tocar no seu walkman. Os valores dependem sobretudo da raridade que a fita proporciona.

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