“Nossa comunidade produz o melhor barulho do mundo”, disse, com sorriso e satisfação pela vibração da galera presente, Pedro Arcanjo, baixista-vocalista do Violator, resumindo perfeitamente o espírito do dia. Ao lado de Whipstriker e Cemitério, o público teve a oportunidade de ver arte pulsando no palco. O dia 8 de fevereiro foi a data escolhida pela galera da Kool Metal Fest e da Kill Again Records para esse encontro de peso na Lapa.

Promotional poster for the metal concert featuring bands Violator, Unholy Retribution, Wildstrike, and Cemiterio, scheduled for February 8, 2026, at Experience R. Riachuelo in Rio de Janeiro.

Cemitério

A vibrant concert scene featuring a band posing in front of an enthusiastic crowd, with fans raising their hands and making rock gestures.

A abertura dos trabalhos ficou na responsa do trio paulista, com um death metal old schoolzaço. Sequências bem encaixadas acordaram o público logo cedo, com muita gente reconhecendo as músicas nos primeiros acordes e cantando junto às primeiras frases.

Vale muito conferir o álbum ao vivo dos caras, “A Noite dos Mortos Vivos!”, e colar no primeiro show da agenda para ter a experiência completa. As sonzeiras “Oãxiac Odéz” e “Olhos da Morte” são referência pura.

Whipstriker

A group of musicians posing on stage with electric guitars, surrounded by a cheering crowd in a lively concert setting.

O trabalho segue sólido na linha one-man band de Victor Whipstriker, com uma lista extensa de participações, splits e lançamentos que consolidam o nome na cena. E falando em lançamento, “Cry of Extinction” (2025) é pedra pura!

Vale conferir “Six-Eyes Crow Division” e a faixa-título “Cry of Extinction”, que carrega a essência crua e direta do projeto.

Violator

A lively concert scene featuring a band posing on stage with fans in the background, all making rock gesture hand signs. The atmosphere is energetic with colorful lights and a crowd enthusiastically enjoying the performance.

Chegou a vez dos caras. O Violator sobe ao palco e o vocalista exalta a velha guarda do metal carioca, citando nomes como Dorsal Atlântica e Extermínio. Faz questão também de reverenciar a velha guarda histórica da Lapa — bairro de Madame Satã, alcunha de João Francisco dos Santos — reforçando que o território é símbolo de resistência cultural no Rio de Janeiro, comentando após estender a bandeira da Palestina e fazer comentário sobre o cenário atual.

“O underground é construção coletiva e tem memória.” Mesmo com chuva e a correria do pré-carnaval, a casa estava sold out, e quem diz “O underground é construção coletiva e tem memória.” realmente não está errado.

Já na saideira, com sorriso orgulhoso e olhando para o público, anunciou duas pedradas certeiras: “Chapel of the Sick” e “Unity for Thrash”, gritadas em coro pelo público, assim como outras músicas do setlist.

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