
O primeiro capítulo da turnê All Metal Stars BR – Homenagem a Andre Matos começou na noite de 5 de março de 2026, em Chapecó (SC), e desde cedo já era possível perceber que não seria apenas mais um show na agenda do metal nacional.
O Lang Palace registrou sold out, reunindo fãs vindos de diferentes cidades da região para acompanhar o início dessa jornada dedicada a um dos maiores nomes da história do metal brasileiro.
Do lado de fora, a fila crescia rapidamente enquanto o público aguardava a abertura das portas, trocando expectativas sobre o que viria pela frente. Do lado de dentro, técnicos, músicos e equipe organizavam os últimos detalhes. Quando as luzes finalmente se apagaram e o primeiro acorde ecoou pela casa, ficou claro que a noite tinha todos os elementos para se tornar especial.
A programação começou pouco depois das 20h, com a Krakkenspit assumindo o palco e abrindo oficialmente a turnê.

À frente da banda, o vocalista Márcio Cruvinel conduziu a apresentação com presença firme. Nas guitarras, Aldo Guilherme entregou riffs precisos e solos bem executados, enquanto Julian Stella, no baixo, e Bruno Dias, na bateria, sustentavam uma base rítmica sólida.
O repertório trouxe músicas como “Tides of Armageddon”, “I’m Falling”, “They Won’t”, “Love Forever Dead”, “Fear My Name”, “Get Your Feet Off” e “Long Wild Roads”, mostrando uma banda segura e cada vez mais confortável diante de plateias maiores.
Em Chapecó, o grupo demonstrou maturidade e energia suficientes para cumprir bem a missão de abrir a noite e preparar o público para o que viria a seguir.




Phornax mantém o palco em alta rotação
Com a plateia já completamente envolvida, foi a vez da Phornax, de Porto Alegre, assumir o palco e dar continuidade à noite.

A banda vive uma nova fase marcada pela chegada do guitarrista Deivid Moraes, que assumiu o posto deixado por Thiago Prandini. Mais do que uma substituição, Deivid trouxe uma nova dinâmica ao som do grupo. Seu estilo, baseado no feeling, no improviso e no peso — como ele mesmo define, “pouca teoria e muito som” — encontrou rapidamente sintonia com o guitarrista Eduardo Martinez, conhecido por seu trabalho com Hangar e Panic.
A dupla forma uma verdadeira parede de guitarras, alternando melodias marcantes e harmonias grandiosas, mantendo a identidade da banda enquanto acrescenta novos ares às composições.
A base rítmica também tem peso. No baixo, Sfinge Lima, um dos nomes mais respeitados do metal gaúcho, trouxe toda a experiência adquirida em bandas como Crossfire e Metal Warhead, com linhas pulsantes e presença de palco marcante. Na bateria, Maurício “Bomba” completou a cozinha com firmeza, sustentando o peso do grupo e mantendo a apresentação sempre intensa.
À frente da banda, Cristiano Poschi conduziu o show com intensidade, mantendo o público conectado durante toda a apresentação.
O repertório incluiu “Hell’s Paradise”, “Dare of Destruction”, “Final Beat”, “A Matter of Time”, “Silent War”, “Ghosts from the Past” e “Between Fear and Hope”, equilibrando peso, técnica e melodias.






A resposta da plateia foi imediata: cabeças balançando, aplausos constantes e uma casa já completamente mergulhada na atmosfera da noite.
Quando a Phornax deixou o palco, o terreno estava preparado para o momento mais aguardado.
All Metal Stars: o legado de Andre Matos volta ao palco
Por volta das 22h15, as luzes se apagam novamente e a expectativa toma conta do Lang Palace. Era a hora da All Metal Stars – Homenagem a Andre Matos subir ao palco.

A abertura com “Carry On” já colocou a plateia em coro desde os primeiros segundos. O público cantava cada verso enquanto a banda estabelecia o clima da apresentação.
Nos vocais, Thiago Bianchi conduziu o repertório com intensidade e respeito pelo legado de Andre Matos. Ao seu lado estavam músicos cuja história se mistura com a própria trajetória do metal brasileiro.
Na bateria, Aquiles Priester trouxe sua já conhecida precisão e potência. Nas guitarras, Edu Ardanuy entregou riffs e solos carregados de personalidade. A presença de Dani Matos, irmão de Andre e baixista do Viper, adicionou uma camada emocional ainda mais profunda à homenagem.
Completando a formação estavam Fábio Laguna, nos teclados, recriando as atmosferas marcantes das composições, além de Guilherme Torres e Saulo Xakol, reforçando a base instrumental da banda.

O repertório percorreu diferentes fases da carreira de Andre Matos. Ao longo da noite, o público acompanhou músicas como “Carry On”, “Here I Am”, “Time”, “Carolina IV”, “Wuthering Heights”, “Living for the Night”, “Stand Away”, “Make Believe”, “Fairy Tale”, “For Tomorrow”, “Nothing to Say” e “Angels Cry”, formando uma verdadeira viagem pela história do metal melódico brasileiro.





Dois momentos especiais marcaram a apresentação.
Guy Antoniolli, vocalista da Tierramystica, subiu ao palco para interpretar “Letting Go”, participação recebida com entusiasmo pelo público e que trouxe um momento de emoção especial à homenagem.
Logo depois, Cristiano Poschi, da Phornax, retornou ao palco para assumir os vocais em “Lisbon”, reforçando o espírito coletivo da turnê e reunindo músicos de diferentes bandas em torno da obra de Andre Matos.
Mais do que revisitar músicas clássicas, o show mostrou o respeito e a dimensão da influência que Andre Matos deixou na história do metal.
A noite continua depois do palco
Quando o último acorde ecoou pelo Lang Palace, o público ainda não estava pronto para ir embora.
Após os shows, todos os músicos permaneceram no merch, conversando com fãs, tirando fotos, assinando discos e camisetas. O contato direto seguiu até quase uma da manhã, transformando o final da noite em um encontro genuíno entre artistas e público.
Essa proximidade reflete bem o espírito da turnê: uma celebração da música, da memória e da comunidade que mantém o metal vivo.
O primeiro capítulo da estrada
Chapecó testemunhou o início dessa jornada.
Casa cheia, público participativo, três bandas entregando apresentações sólidas e uma homenagem conduzida com respeito e emoção.
Se o primeiro capítulo serve como indicação do que vem pela frente, a All Metal Stars BR começou sua estrada exatamente como deveria:
Com metal, memória e uma plateia que entende o peso dessa história.








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