Banda de crossover de Niterói transforma crítica política, geopolítica e manipulação de narrativas em uma descarga direta de peso e atitude.

Imagens em preto e branco de guitarristas tocando com a legenda 'SWITCHBACK' e um botão para 'FULL VIDEO'.

Enquanto boa parte do mundo ainda tenta entender as engrenagens por trás das disputas globais de poder, a banda Switchback escolheu fazer o que o metal sempre soube fazer bem: transformar indignação em som.

O grupo acaba de lançar o videoclipe de “A Farsa e a Força”, uma faixa que mergulha em temas como imperialismo, geopolítica e manipulação de narrativas políticas, expondo como estruturas de poder utilizam influência econômica, força militar e controle de informação para moldar versões convenientes da realidade.

O vídeo foi criado e dirigido por W. Perna, designer e também baixista da veterana banda Genocídio, trazendo uma estética direta e sem filtros que acompanha perfeitamente a proposta da música. A produção funciona como extensão da mensagem da faixa: mostrar como discursos oficiais muitas vezes são construídos para justificar decisões que escondem interesses estratégicos muito mais profundos.

“A Farsa e a Força” surge justamente desse ponto de tensão. A música questiona o uso do poder econômico e militar como ferramenta de dominação, algo que ao longo da história recente tem sido usado repetidamente para sustentar conflitos, intervenções e disputas geopolíticas entre grandes potências.

Em um cenário onde informação, propaganda e influência política caminham lado a lado, o Switchback transforma essa reflexão em um ataque sonoro direto, pesado, urgente e sem rodeios.

Musicalmente, a banda segue fiel às raízes do crossover, combinando a agressividade do metal com a atitude crua do hardcore. Riffs marcantes, energia constante e uma pegada visceral conduzem a faixa, mantendo viva a tradição de um estilo que sempre serviu como voz de contestação dentro da música pesada.

O resultado é um clipe que não busca suavizar a mensagem. Pelo contrário: reforça a ideia de que o metal ainda pode e deve ser espaço de crítica, questionamento e confronto.

Assista ao clipe:

Crossover, protesto e peso: a identidade do Switchback

O Switchback surgiu em novembro de 2017, na cidade de Niterói (RJ), carregando uma proposta clara: unir peso musical com posicionamento.

A banda construiu sua identidade dentro do crossover, estilo que historicamente nasceu da fusão entre o hardcore punk e o thrash metal, criando uma sonoridade rápida, agressiva e carregada de atitude.

Dentro dessa proposta, os riffs marcantes do Switchback funcionam como trilha sonora para letras que denunciam conflitos sociais, tensões políticas e contradições do mundo contemporâneo muitas delas observadas a partir da realidade urbana do próprio Rio de Janeiro.

Com influências que transitam entre hardcore, punk rock, thrash metal e crossover, o grupo entrega um som intenso , direto e sem rodeios, carregado de atitude e críticas sociais, mantendo viva uma das essências mais importantes da música pesada: usar o volume e a agressividade como forma de expressão e protesto.


Ficha técnica do clipe

Música: A Farsa e a Força
Banda: Switchback
Direção e criação: W. Perna
Direção: W. Perna
Participação: W. Perna (Genocídio)
Conceito: Imperialismo, geopolítica e manipulação de narrativas de poder
Formato: Videoclipe oficial
Lançamento: 2026

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