
A noite do metal nacional ganhou um significado ainda mais profundo com o All Metal Stars homenageiam André Matos turnê que fez 10 apresentações passando por 6 estados, e agora chega ao Rio de janeiro. Realizado no Sacadura 154. Com abertura da casa às 19h, o público começou a ocupar o espaço aos poucos, mas já carregando no olhar a expectativa de quem sabia que não assistiria apenas a um show — e sim a um tributo carregado de memória, emoção e história.
A abertura ficou por conta dos goianos da Krakkenspit, que apresentaram um som híbrido, intenso e direto.

A banda conquistou rapidamente o público que ainda chegava, com uma performance firme e energética, mostrando personalidade e peso na medida certa. Foi uma entrada forte, daquelas que já colocam a noite em alta rotação desde o início.









Logo em seguida, o Phornax assumiu o palco com carisma e competência. A interação com o público foi constante, criando uma conexão imediata e sincera.

A resposta veio à altura: quem chegou cedo foi presenteado com dois verdadeiros “showzaços”, daqueles que já fazem a noite valer a pena antes mesmo do ato principal.






Então chegou o momento mais esperado. O All Metal Stars subiu ao palco reunindo um time lendário do metal nacional.

Bastaram os primeiros acordes de Carry On para que o público, que compareceu em peso, se entregasse completamente. Foi imediato: coro uníssono, braços erguidos e uma energia que transformou o ambiente em algo quase transcendental.
O repertório seguiu com uma verdadeira enxurrada de clássicos de Angra, Shaman e Viper, costurando diferentes fases da trajetória de André Matos. Cada música era recebida como um hino, reforçando o impacto e a importância do artista para o cenário nacional.
A presença de Dani Matos trouxe ainda mais carga emocional à noite, aproximando o tributo de algo íntimo e verdadeiro.

Entre os grandes momentos, destacaram-se as participações inspiradíssimas de Guy Antonioli e Cristiano Posch, que elevaram ainda mais o nível da apresentação com interpretações cheias de entrega.
Outro ponto alto foi a performance de Edu Ardanuy, que trouxe um diferencial marcante ao adicionar um sotaque próprio às músicas — com uma pegada blues que dialogou de forma surpreendente com o power metal, criando nuances novas em clássicos já consagrados.

Com o público animadíssimo do início ao fim, o show seguiu como uma experiência coletiva de celebração e reverência. O All Metal Stars provou ser muito mais do que um supergrupo: é um movimento vivo, uma ponte entre gerações e uma reafirmação da força do metal brasileiro.
No fim, ficou a certeza de que o legado de André Matos não apenas permanece — ele pulsa. Em cada acorde, em cada voz, em cada fã presente ali, sua essência segue viva, ecoando alto e eterno.





















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