Evento reúne nomes históricos do metal, punk e hardcore no Brazólia e propõe uma experiência intensa que reforça a força da cena underground na capital .

No dia 1º de maio, Brasília, berço histórico da contestação e do caos, se prepara para viver um dos eventos mais intensos do ano. A primeira edição do Festival de Música de Brasília chega com os dois pés na porta, transformando o feriado em uma verdadeira explosão de heavy metal, punk e hardcore.
Mais do que um show, o festival surge para dar um novo significado à cena underground, convocando o público a sentir o peso do som ao vivo e tirar a paz de quem achou que o feriado seria silencioso.
Brasília como berço e resistência
A capital sempre teve um papel fundamental na construção da identidade do rock brasileiro. Este festival reforça que o underground continua firme, forte e em constante movimento.
No epicentro desse encontro está o Brazólia, (antiga Zona Z), que assume o compromisso de se tornar a nova casa do rock and roll na cidade. Um espaço onde o underground pode existir com estrutura, visibilidade e, principalmente, frequência. Onde o princípio é simples e direto, som alto não é exceção, é regra.
Um encontro de lendas e forças da cena
O line-up reúne sete bandas que atravessam diferentes vertentes do metal, do punk e do hardcore, conectando gerações e estilos em uma mesma experiência.
Quem inicia esse encontro é o Detrito Federal, e não poderia existir abertura mais simbólica. Parte fundamental da construção do punk e do hardcore em Brasília, a banda carrega décadas de história sem perder a urgência. O que sobe ao palco não é memória, é continuidade.
Na sequência, o Women in Rock assume o espaço com força própria. O protagonismo feminino não pede licença, ele ocupa. O repertório ganha presença física, conduzido por uma performance carregada de atitude e personalidade.
Com o terreno já preparado, a Cáligo aprofunda a experiência com um som que transita entre o peso arrastado do doom e a densidade do stoner metal. A atmosfera é densa, quase hipnótica, envolvendo o público antes de atingir seu ponto de impacto.
O clima se transforma quando o Black Rainbow assume o palco, mergulhando o público na sonoridade do Black Sabbath. Mais do que um tributo, é uma reconstrução fiel de uma estética que ajudou a moldar o heavy metal como conhecemos hoje. A atmosfera se torna mais escura, quase ritualística, como se o passado fosse convocado para dialogar com o presente.
O massacre continua com o DFC, nome obrigatório para quem entende de hardcore. A banda destila caos em estado bruto, com uma energia crua que atravessa o ambiente sem pedir licença. As letras carregam urgência, e a performance é direta, intensa e necessária.
Na reta final, o Bloodskin entra em cena sustentando o peso do Slayer. A execução é precisa, agressiva e marcada pela violência sonora que definiu gerações dentro do thrash metal.
E então, o encerramento vem com o Krisiun, consolidando tudo o que foi construído ao longo da noite. Com reconhecimento mundial e uma sonoridade extrema, a banda entrega um show brutal e implacável. Um fechamento que não apenas encerra, mas domina.
Um festival que não tenta agradar, mas fazer sentido
Com ingressos acessíveis e uma proposta direta, o festival não chega para agradar todo mundo. Ele existe para reforçar a importância de apoiar a cena independente.
E talvez seja exatamente por isso que ele funciona.
Serviço, Festival de Música de Brasília 2026
Data: 1 de maio de 2026, feriado Dia do Trabalhador
Horário: a partir das 15h
Local: Brazólia, SGO Q 03, próximo ao Palácio do Buriti
LINK Ingressos: https://www.sympla.com.br/evento/festival-de-musica-de-brasilia-tributos-e-autorais/3355738?algoliaID=8905371ec88e8aa7c31b9f6d81860f44
Programação:
16h, Cáligo, autoral
17h, Women in Rock, tributo
18h, Detrito Federal, autoral
19h, Black Rainbow, Black Sabbath Tribute
20h, DFC, autoral
21h, Bloodskin, Slayer Tribute
22h30, Krisiun, autoral








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