A noite na Infinu foi daquelas que ficam.

Palco pronto, expectativa no ar e um lançamento que carregava mais do que músicas, carregava identidade. A casa recebeu o lançamento oficial de “Devastation”, novo álbum da Viscerais, em um encontro que transformou o espaço em território de imersão sonora.

A produção da Tonya Rock Produções conduziu a noite com precisão, construindo um ambiente à altura do peso que estava por vir.

Não era apenas mais um show, era um ponto de afirmação.

Dividindo o palco, a noite reuniu diferentes forças da cena, conectando Brasília e entorno em uma mesma experiência.

Naughty Dog abre caminho com força e representa o entorno

Diretamente de Formosa, Goiás, a Naughty Dog mostrou a força que pulsa fora do eixo central, mas que sustenta a cena com a mesma intensidade.

A banda não entrou para aquecer, entrou para estabelecer o tom. Com um set que transita entre o peso clássico e a energia crua do metal, construiu uma apresentação sólida, mantendo o público conectado do início ao fim.

Faixas como Out of Control e The Monolith of Human Flesh deram o direcionamento, riffs marcados, andamento firme e presença de palco segura. Mas foi com a estreia de “Captain Black” que o show ganhou um novo nível de significado.

A nova música surge como um avanço na identidade da banda, mais madura, mais consciente do próprio som e com um impacto que aponta para o próximo passo.

Mais do que abrir a noite, a Naughty Dog reafirmou a relevância da cena do entorno, mostrando que a força não está concentrada, ela se espalha.


Viscerais transforma o lançamento em experiência

Quando a Viscerais sobe ao palco, o ambiente muda.

Formada por Tiago no vocal e guitarra, Ivan na guitarra, Luiz no baixo e Estevan na bateria, a banda constrói uma sonoridade que vai além do peso. É uma combinação incendiária de riffs rápidos, vocais guturais e uma base rítmica precisa, que sustenta cada camada da apresentação.

Existe uma narrativa que se desenvolve ao longo do set, uma sensação de continuidade que conecta cada faixa como parte de um mesmo organismo. As letras transitam por temas sombrios e introspectivos, ampliando a imersão e dando profundidade à experiência ao vivo.

A introdução Visceral Overture funciona como portal. A partir dali, o público é conduzido por uma sequência que alterna intensidade e densidade, com faixas como Consumed Fire e Dead and Wounded estabelecendo uma atmosfera envolvente.

Os momentos de transição não aliviam, aprofundam. Screams of Despair e Demons and Angels expandem o contraste entre caos e introspecção, até chegar em Devastation, que encerra o set como a conclusão de um ciclo cuidadosamente construído.

O lançamento ao vivo não foi apenas uma apresentação do álbum. Foi uma experiência pensada, sentida e executada com precisão.


Uma noite que reforça o que está em movimento

Mais do que shows, a noite no Infinu foi um retrato da cena.

Produção alinhada, bandas com identidade e um público disposto a viver cada momento. Existe uma movimentação real acontecendo entre Brasília e entorno, onde diferentes territórios se conectam para fortalecer algo maior.

Não se trata apenas de ocupar espaço.
Se trata de construir algo que permanece.

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