
Com uma trajetória fundamental para a história do metal brasileiro, o Korzus lidera encontros nos dias 27 e 28 de novembro. Bloodskin, com seu tributo ao Slayer, e Fallen Angel completam a programação que celebra a música pesada e a força do underground.
Existem bandas que fazem história. Outras ajudam a construir o caminho para que uma cena inteira possa existir. O Korzus pertence a essa segunda categoria.
Com mais de quatro décadas de trajetória, a banda paulista é um dos nomes fundamentais do Thrash Metal brasileiro e continua representando a força de uma geração que ajudou a projetar a música pesada nacional para além das nossas fronteiras.
É com esse peso histórico que Brasília e Goiânia se preparam para receber duas noites especiais de Heavy Metal. Nos dias 27 e 28 de novembro de 2026, o projeto Headbangers promove encontros que reúnem Korzus, Bloodskin, com seu tributo ao Slayer, e Fallen Angel.
A programação começa em Brasília, no Raven Hall, e segue no dia seguinte para o De Leon Music Pub, em Goiânia. A proposta é aproximar diferentes gerações de headbangers, valorizar a história do gênero e fortalecer os espaços que mantêm a música pesada em circulação.
KORZUS: UMA HISTÓRIA FORJADA NO THRASH METAL
Falar sobre o Korzus é falar de pioneirismo, resistência e permanência.

Fundado em São Paulo, em 1983, o grupo participou diretamente do desenvolvimento do metal brasileiro em um período no qual construir uma carreira na música pesada exigia muito mais do que talento. Era necessário enfrentar dificuldades de distribuição, pouca estrutura, escassez de espaços e um mercado musical que praticamente não oferecia oportunidades para artistas do gênero.
Mesmo diante desse cenário, o Korzus construiu uma trajetória sólida e conquistou reconhecimento dentro e fora do Brasil.
A participação na histórica coletânea SP Metal, em 1985, ajudou a projetar seu nome no cenário nacional. Na sequência, vieram trabalhos como Sonho Maníaco (1987), Pay for Your Lies (1989) e Mass Illusion (1991), discos que ajudaram a estabelecer a identidade musical da banda.
Com riffs agressivos, velocidade, precisão instrumental e uma sonoridade marcada pela essência do Thrash Metal, o grupo consolidou seu espaço entre as referências do gênero.
A discografia avançou com trabalhos como Ties of Blood (2004), Discipline of Hate (2010) e Legion (2014), reafirmando a capacidade do Korzus de atravessar diferentes períodos sem abandonar suas raízes.
Sua trajetória também ultrapassou as fronteiras nacionais. A banda passou por importantes festivais, incluindo Monsters of Rock e Rock in Rio, dividindo espaço com grandes nomes da música pesada internacional e contribuindo para ampliar a visibilidade do metal brasileiro.
Mas o Korzus não vive apenas da importância do seu passado.
UMA NOVA FORMAÇÃO E UMA NOVA FASE CRIATIVA
Em 2026, a banda iniciou um novo capítulo com a chegada dos guitarristas Jean Patton, conhecido por sua trajetória no Project46, e Jéssica Falchi, que ganhou projeção internacional com a Crypta. Eles se juntaram a Marcello Pompeu nos vocais, Dick Siebert no baixo e Rodrigo Oliveira na bateria.
A nova formação apresentou ao público “No Light Within”, single que marcou o início dessa renovação e abriu caminho para a chamada Flesh Machine Era.

Na sequência, o grupo lançou “Blind Deaf Mute”, em 30 de outubro de 2026, aprofundando essa nova fase com uma composição que aproxima o Thrash Metal de uma narrativa sobre opressão, controle, alienação e liberdade de expressão.
Diferentemente da velocidade mais característica de outros trabalhos do grupo, a nova faixa aposta em uma condução mais cadenciada, com riffs pesados e uma construção marcada pelo groove. A escolha sonora acompanha a temática da música, que provoca reflexões sobre os mecanismos de silenciamento e as estruturas de poder presentes na sociedade.
O lançamento também chama atenção pela construção visual. O videoclipe apresenta cenários escuros, contrastes intensos de iluminação e referências à obra do pintor italiano Caravaggio, conhecido pelo uso dramático de luz e sombra em suas composições.
A concepção, a produção e a direção do vídeo ficaram a cargo dos próprios guitarristas Jean Patton e Jéssica Falchi, que ampliam sua participação criativa para além dos instrumentos e demonstram o envolvimento da nova formação na construção da identidade artística do grupo.
Com essa proposta, o Korzus não se limita a apresentar novas músicas. A banda desenvolve uma narrativa que conecta som, imagem e reflexão, utilizando a linguagem do metal para abordar questões que ultrapassam o universo musical.
É justamente nesse momento de renovação que o Korzus se prepara para chegar a Brasília e Goiânia.
Nos dias 27 e 28 de novembro, o público terá a oportunidade de acompanhar uma das instituições do Thrash Metal brasileiro em plena atividade criativa, com uma formação renovada, lançamentos recentes e mais de quatro décadas de história.
O Korzus chega carregando o peso de seu legado, mas também demonstrando que ainda tem muito a dizer. Sua história continua sendo escrita, e os próximos capítulos passam pelos palcos do underground brasileiro.
BLOODSKIN: O LEGADO DO SLAYER EM UMA HOMENAGEM AO THRASH METAL

O Slayer ajudou a estabelecer alguns dos parâmetros mais extremos do Thrash Metal mundial. Velocidade, agressividade, riffs cortantes e uma identidade sonora que influenciou gerações de músicos.
Manter essa obra viva nos palcos é a proposta da Bloodskin, que chega às duas apresentações com seu projeto dedicado ao Slayer.
A banda formada por Iale Noblat nos vocais, Pedro Snake e César Logan nas guitarras, Diego Uriel no baixo e Solon Beethoven na bateria. Juntos, os músicos levam ao palco um repertório dedicado à obra do Slayer, revisitando composições que ajudaram a definir os caminhos do metal extremo e permanecem presentes na memória coletiva dos headbangers.
Mais do que reproduzir clássicos, o tributo coloca em evidência a importância de uma banda que ajudou a transformar o metal extremo e deixou uma marca profunda na história do gênero.
Em uma programação que também recebe o Korzus, a presença da Bloodskin estabelece uma conexão direta entre duas referências fundamentais do universo Thrash: a trajetória de uma banda brasileira pioneira e o repertório de um dos maiores nomes internacionais do estilo.
FALLEN ANGEL: A HISTÓRIA DO HEAVY METAL TAMBÉM PASSA POR BRASÍLIA

A Fallen Angel BSB completa a programação e acrescenta outro elemento importante ao encontro: a preservação da história do Heavy Metal brasileiro.
Com trajetória autoral em Brasília entre 1986 e 1988, a banda integra um período importante da movimentação do rock pesado na capital federal, quando músicos e grupos construíam seus próprios caminhos em meio às dificuldades de estrutura e circulação que marcavam o underground brasileiro.
A formação histórica reunia Henrique Behr, conhecido como Alemão, nos vocais, Alexandre Parente na guitarra, Rodrigo Bulhões no baixo e Helder Bonfim na bateria.
Resgatar esses nomes também significa reconhecer os músicos que ajudaram a construir a identidade do Heavy Metal brasiliense. São histórias que merecem ser registradas, porque a memória de uma cena não se constrói apenas a partir dos grandes festivais e dos nomes que alcançaram projeção nacional, mas também pelo trabalho de quem movimentou os palcos e fortaleceu a cultura musical em sua própria cidade.
Sua presença no Headbangers reforça essa conexão entre memória e continuidade, aproximando diferentes gerações de headbangers em torno de uma história que faz parte da formação do underground de Brasília.
HEADBANGERS: A CENA NÃO SOBREVIVE APENAS DE DISCURSOS
Por trás de uma apresentação existe uma cadeia de pessoas, trabalho e dedicação. Produtores, músicos, técnicos, casas de shows, fotógrafos, veículos independentes e, principalmente, o público.
A proposta do Headbangers é fortalecer essa estrutura, oferecendo visibilidade a bandas autorais e projetos tributo, estimulando a interação entre músicos e público e promovendo a cultura do Heavy Metal em suas respectivas cidades.
Existe também uma dimensão importante nessa iniciativa: a vivência da cena.
Em Brasília, o Raven Hall abre suas portas para receber o encontro e fortalecer a programação de Rock and Roll da capital. Em Goiânia, o De Leon Music Pub será o ponto de encontro para a segunda noite.
Mais do que reunir três atrações, a iniciativa propõe uma experiência de conexão entre gerações e diferentes expressões da música pesada.
E ter o Korzus no centro dessa celebração torna o encontro ainda mais significativo.
São mais de 40 anos de uma banda que ajudou a construir a história do Thrash Metal nacional, dividindo o palco com projetos que mantêm viva a memória e a força do gênero.
Nos dias 27 e 28 de novembro, Brasília e Goiânia terão dois encontros com essa história.
SERVIÇO
HEADBANGERS DF
📅 27 de novembro de 2026
📍 Raven Hall https://articket.com.br/e/6279/headbangers-df
SOF Sul, Quadra 9, Conjunto A, Brasília/DF.
Programação:
- 19h: abertura da casa ao som de DJs
- 21h: Fallen Angel
- 22h: Bloodskin, Slayer Tribute
- 23h30: Korzus
HEADBANGERS GO
📅 28 de novembro de 2026
📍 De Leon Music Pub https://articket.com.br/e/6280/nyl-metal-fest-goiania
Rua 86, nº 605, Setor Sul, Goiânia/GO.
Programação:
- 19h: abertura da casa ao som de DJs
- 21h: Fallen Angel
- 22h: Bloodskin, Slayer Tribute
- 23h30: Korzus
📲 Informações: (61) 99870-7399.







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