Tradição, identidade e o som que molda gerações com entrada gratuita, festival acontece de 7 a 10 de maio no Oscar Niemeyer e reúne nomes locais e nacionais. 

Goiânia Noise Festival 2026 chega à sua 31ª edição reafirmando sua posição como um dos eventos mais importantes da música independente brasileira. Realizado entre os dias 7 e 10 de maio de 2026, no Centro Cultural Oscar Niemeyer, o festival mantém sua essência enquanto amplia sua relevância no cenário atual.  

De 1995 a 2026: um dos pilares do underground brasileiro 

Criado em 1995, o Goiânia Noise Festival nasceu em um momento em que a música independente brasileira ainda enfrentava barreiras estruturais para circulação e visibilidade. Desde então, o evento se consolidou como um dos principais festivais do país, sendo reconhecido como um dos maiores do circuito alternativo nacional.  

Ao longo de sua trajetória, o festival passou por diferentes espaços da cidade e acompanhou as transformações da indústria musical, incorporando novas linguagens, formatos e públicos, sem perder sua identidade original. 

Mais do que um festival de shows, o Noise se tornou um ecossistema cultural, incluindo ações formativas, debates, cinema e iniciativas de incentivo à produção independente. 

Pós 30 anos: A força da cena goiana como protagonista 

A edição de 2026 acontece logo após a celebração dos 30 anos do festival, realizada em 2025, que reuniu dezenas de apresentações e consolidou ainda mais sua relevância histórica.  

Agora, na 31ª edição, o evento retorna ao Centro Cultural Oscar Niemeyer com uma proposta que equilibra memória e renovação, mantendo sua essência enquanto aponta para o futuro da música independente. 

Um dos pontos mais fortes do Goiânia Noise Festival 2026 é a valorização da produção local. Mais da metade do line-up é formada por artistas goianos, reforçando o festival como vitrine da cena regional. 

Essa escolha não é apenas simbólica. Ela evidencia uma cena ativa, diversa e em constante transformação, que transita entre múltiplos gêneros e linguagens. 

Do rock ao rap, do pop ao experimental, a programação apresenta um recorte fiel da música produzida em Goiás hoje. 

Programação completa do Goiânia Noise Festival 2026 

Quinta-feira, 7 de maio: abertura com protagonismo feminino e identidade local 

A noite de abertura já estabelece o tom do festival, com forte presença de artistas goianos e destaque para vozes femininas. 

A atmosfera é marcada por uma mistura de indie, pop e sonoridades contemporâneas, culminando no show de Duda Beat, um dos principais nomes do pop alternativo brasileiro. 

Ao longo da noite, artistas como Salma Jô, Maduli e Synx constroem uma narrativa que conecta sensibilidade, identidade e experimentação. 

Line-up, quinta-feira (07/05) 
19h30, Abajur Always On (GO) 
20h, Sheena Ye (GO) 
20h30, Brunno Veiga (GO) 
21h, Synx (GO) 
21h30, Salma Jô (GO) 
22h10, Maduli (GO) 
23h10, Duda Beat (PE) 

Sexta-feira, 8 de maio: intensidade sonora e diversidade de estilos 

A sexta-feira mergulha em uma programação mais densa, com destaque para bandas que transitam entre hardcore, rock, dub e música urbana. 

Dead Fish e Black Drawing Chalks trazem o peso do rock nacional, enquanto Ras Bernardo conecta o festival com a tradição do reggae brasileiro. O encerramento fica por conta de Fernanda Abreu, que adiciona groove e presença histórica ao line-up. 

É uma noite marcada por energia contínua e encontros entre diferentes gerações. 

Line-up, sexta-feira (08/05) 
19h, Missionários do Dub (GO) 
19h30, Prehistoric Music Department (GO) 
20h, Iorigun (BA) 
20h30, Catïça (PR) 
21h, Montage (CE) 
21h30, Burning Rage (GO) 
22h, Black Drawing Chalks (GO) 
22h30, Dead Fish (ES) 
23h30, Ras Bernardo e Jambahsystem (RJ) 
00h45, Fernanda Abreu (RJ) 

Sábado, 9 de maio: o ápice da diversidade musical 

O sábado concentra um dos momentos mais emblemáticos do festival, reunindo uma variedade de estilos que vão do experimental ao mainstream alternativo. 

O line-up atravessa o tropicalismo de Tom Zé, o thrash metal do Violator, o rap de FBC e o rock de Cachorro Grande, criando uma experiência sonora múltipla e dinâmica. 

Essa mistura reflete diretamente a proposta do Goiânia Noise, um festival que se constrói a partir da diversidade. 

Line-up, sábado (09/05) 
17h, Agnoizze (GO) 
17h30, Arvak (GO) 
18h, Polly Noise and the Cracks (SP) 
18h30, Chorões da Pisadinha (SP) 
19h, Punho de Mahin (SP) 
19h30, Uttara (GO) 
20h, Deb and the Mentals (SP) 
20h30, Violator (DF) 
21h, Terraplana (PR) 
21h30, Mechanics (GO) 
22h, Hellbenders (GO) 
22h30, Cachorro Grande (RS) 
23h30, Tom Zé (BA) 
01h00, FBC (MG) 

Domingo, 10 de maio: encerramento com homenagem e conexão histórica 

O último dia do festival carrega um forte valor simbólico. 

O destaque fica por conta de Los Sebosos Postizos, projeto ligado à Nação Zumbi, que apresenta uma releitura do clássico “A Tábua de Esmeralda”, de Jorge Ben Jor, conectando diferentes gerações da música brasileira. 

Além disso, o line-up mantém a diversidade com punk internacional, rap, rock e artistas independentes. 

Line-up, domingo (10/05) 
16h, Thay Assolari (GO) 
16h30, Brunê (GO) 
17h, Radiocarbono (GO) 
17h30, WC Masculino (GO) 
18h, Cigarras (PR) 
18h30, Asfixia Social (SP) 
19h, Jukebox From Hell (GO) 
19h30, Varukers (UK) 
20h, Matanza Inc (SP) 
20h30, Fat Drive Factory (GO) 
21h, Josyara 
21h40, Cleiton Rasta (AL) 
22h30, Los Sebosos Postizos (PE) 

Por que o Goiânia Noise segue essencial em 2026 

Em um cenário cada vez mais dominado por algoritmos e tendências rápidas, o Goiânia Noise Festival segue como um espaço de descoberta real, construção cultural e fortalecimento da música independente. 

A 31ª edição não é apenas uma continuidade, é uma reafirmação. 

O festival permanece como um território onde o novo nasce, o clássico se reinventa e a cena local se projeta para o Brasil. 

E em 2026, isso fica mais evidente do que nunca. 

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