
Um festival de peso, atitude e resistência tomou conta do palco do Veterana, no 4° Distrito de Porto Alegre. As bandas Código Penal, No Rest e Black Pantera reuniram um público ansioso pelo que prometia ser uma noite intensa naquela gelada quinta-feira, 19 de junho.
A abertura ficou por conta da Código Penal, que subiu ao palco pouco depois das 20h30. Misturando rap e hardcore há mais de três décadas, a banda gaúcha mostrou por que segue sendo uma referência no cenário underground nacional. Com letras de forte crítica social, energia contagiante e suas tradicionais sirenes, o grupo conquistou imediatamente a plateia.

A resposta do público veio em forma de rodas punk, especialmente nos momentos em que o hardcore assumia o protagonismo das músicas. A interação também foi constante: a pedido dos músicos, os fãs entoaram em coro o nome da banda “Código Penal, Código Penal”, criando um dos momentos mais marcantes da apresentação. Entre aplausos, gritos e muita participação, o show chegou ao fim deixando o público aquecido e preparado para o que ainda estava por vir.
Set List
Justiça injusta
Chove bala
Apologia
Marginalizado
Manifesto público
Sistema carcerário
Nada valerá
Bc in the house
Perímetro criminal
Bomba H
Uzi Além da imaginação
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Por volta das 22h, a No Rest subiu ao palco sem deixar barato, despejando toda a sua energia crust, punk e metal sobre o público. Fundada em 1989 e liderada pela vocalista Aline Rodrigues, a banda construiu uma identidade sólida no underground, marcada por letras engajadas e um histórico expressivo de turnês internacionais.

O peso do metal e a batida enfurecida do hardcore incendiaram a galera, que não arredou o pé até os últimos acordes. Durante o show, Aline dedicou a faixa “Nem sujeição nem apatia” às mulheres presentes, enquanto o hino “Abraçando o fascismo”, escrito como um manifesto de combate à ascensão da extrema-direita no Brasil, reforçou o tom de protesto da noite.
Set List
A ordem agora
Sistema
Não
Informação
Auto corrupção
Nem sujeição nem apatia
Abraçando o fascismo
Desumanizar para prosperar
Contest to Construct
Existência sentenciada
Caridade
O ódio será minha herança
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Após a apresentação da No Rest, chegou a vez da grande atração da noite. Pouco antes das 23h, o Black Pantera tomou conta do palco do Veterana e mostrou por que é um dos nomes mais relevantes do crossover thrash brasileiro na atualidade. Formado em Uberaba (MG), em 2014, o trio composto por Charles Gama, Chaene da Gama e Rodrigo “Pancho” Augusto abriu o show com “Padrão É o Caralho”, levando o público ao delírio com os versos: “A coisa tá linda, a coisa tá preta”.

O nome da banda faz referência ao movimento Panteras Negras, e suas composições abordam temas como racismo, desigualdade, violência e resistência social. Em plena forma, o grupo apresentou músicas do elogiado álbum Perpétuo (2024), trabalho que consolidou ainda mais sua trajetória e conquistou público e crítica especializada. A apresentação em Porto Alegre integrou a reta final da turnê de divulgação do disco.
Entre os momentos mais marcantes da noite esteve a já tradicional roda punk feminina promovida pela banda, que tomou conta da pista e reforçou o espírito de união, representatividade e resistência que marca os shows do Black Pantera. Curta o som neste link.






















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