
Na noite de 10 de janeiro, o Circo Voador foi tomado por uma vibração especial. Não era apenas mais um show: era a comemoração de 25 anos de história do Ponto de Equilíbrio, uma das bandas mais importantes do reggae nacional, celebrando sua trajetória ao lado de um público que cresceu, amadureceu e resistiu junto com cada canção.

A abertura ficou por conta do DJ Terrobixa, que preparou o terreno com uma seleção envolvente, conectando reggae, brasilidade e mensagens conscientes — criando o clima perfeito para o que viria a seguir.

Na sequência, o palco recebeu o Kbrum, diretamente de Duque de Caxias. Com presença forte e discurso afiado, Kbrum passeou por grandes sucessos da carreira e apresentou novas músicas, mostrando evolução sem perder a essência. O momento ganhou ainda mais peso com as participações de Juju Rude e Maskotte, somando vozes, estilos e energia a uma apresentação já potente.








Quando o Ponto de Equilíbrio finalmente subiu ao palco, o Circo Voador respondeu em uníssono. O show foi um verdadeiro mergulho na história da banda — não apenas um “best of”, mas uma narrativa musical construída com cuidado e emoção. O setlist (registrado na imagem) mostrou a dimensão dessa trajetória: de “Gênesis”, “Eu” e “Só Quero o Que é Meu”, passando por clássicos como “Hipócritas”, “Fio da Fé”, “Novo Governo” e “Direitos Iguais”, até momentos mais espirituais e afetivos como “Santa Kaya”, “Novo Dia”, “Estar Com Você” e “Mais Amor”.






O público cantou cada verso, transformando músicas como “Família Ponto”, “Ponto de Equilíbrio” e “Jah Jah Me Leve” em verdadeiros hinos coletivos. Na segunda parte do show, faixas como “O Que Eu Vejo”, “Na Função”, “Janela da Favela”, “Velho Amigo” e “Menino João” reforçaram o compromisso social e humano da banda. O medley com “Árvore”, “Música de Jah” e “Ame Sua Missão” foi um dos pontos altos da noite, costurando espiritualidade, mensagem e musicalidade com maestria.

Mais do que um show comemorativo, a apresentação foi um encontro entre passado, presente e futuro. O Ponto de Equilíbrio mostrou que, após 25 anos, segue atual, necessário e profundamente conectado com sua missão: usar a música como ferramenta de consciência, amor e resistência.
No Circo Voador, naquela noite, não se celebrou apenas uma data — celebrou-se uma caminhada inteira. E, pelo que ficou claro no coro do público e na energia do palco, essa história ainda tem muitos capítulos pela frente.








Deixe uma resposta